O juiz da 3ª Vara Criminal de Londrina, Juliano Nanuncio, negou o pedido de revogação do uso de tornozeleira eletrônica feito pelo auditor fiscal Márcio de Albuquerque Lima, considerado pelo Ministério Público (MP) como possível líder do esquema de corrupção na Receita Estadual de Londrina. Ele teve a preventiva revogada no final de 2015 e desde então era monitorado pelo equipamento.
O esquema na Receita Estadual foi revelado pela Operação Publicano. No pedido formulado pela defesa de Lima, o advogado Douglas Maranhão disse que os motivos que embasaram a aplicação de medidas cautelares "não subsistem mais", mas, para Nanuncio, há "necessidade de manutenção". Ao elaborar a decisão, o magistrado relembrou a condenação de mais de 97 anos de prisão do auditor na primeira fase da Publicano.
Segundo o juiz, a pena "evidencia a importância da atuação de Lima na organização criminosa, bem como a gravidade dos delitos por ele praticados".