Londrina

Bloqueio de recursos pode afetar alimentação em creches, alertam UEL e Associação de Pais e Mestres

07 jun 2017 às 09:19

O bloqueio de R$ 6 milhões à Universidade Estadual de Londrina (UEL), feito pelo governo do Paraná, poderá afetar serviços essenciais, como a alimentação das crianças e a manutenção da estrutura. O risco foi anunciado pela presidente da Associação de Pais e Mestres do Centro de Educação Infantil (CEI) da UEL, Maristela Martins, e confirmado pela própria UEL. A Secretaria Estadual de Administração e da Previdência, no entanto, nega que a retenção prejudicará serviços essenciais.

De acordo com ela, se o bloqueio se mantiver por muito tempo, o estoque de alimentos pode acabar e prejudicar a alimentação das crianças. A dúvida, segundo a UEL, é por quanto tempo esse retenção dos recursos se manterá. Esse assunto, assim como o fechamento de turmas do I-1 e I-6 por falta de concurso público, será debatido com os pais de alunos nesta quarta-feira.


Maristela explica que a UEL faz compras programadas para o Restaurante Universitário (RU) e para as creches. "Como já foi anunciado, o corte vai influenciar negativamente no nosso cotidiano. Ainda não sabemos quando e se irá de fato faltar alimentos para os pequenos." Hoje, os alunos recebem refeições com frutas, carnes, leite e hortifrutigranjeiros, além de outros produtos.


Quando há necessidade de reforma, nem sempre a UEL consegue atender a demanda. "A gente recorre pros pais. Na semana passada, um filtro queimou. Não podíamos esperar uma licitação ser aberta para que o reparo fosse feito. Foi por isso que apelamos para os pais. No entanto, não é toda vez que conseguimos."

Em nota, a secretária estadual da Administração e da Previdência, Márcia Carla Pereira Ribeiro, negou que o bloqueio afete serviços essenciais. "Não há contingenciamento em relação a verbas ligadas a saúde, manutenção, segurança, higiene das universidades, e nenhuma de caráter salarial. Tudo que é essencial para o funcionamento das instituições pode ser adquirido. O mesmo acontece com o pagamento da bolsa de estudos destinada a alunos indígenas."


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