Caiu de doze para apenas três o número de quiosques que serão instalados no calçadão de Londrina. O projeto foi readequado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul), no último mês, após reuniões com representantes da Associação Comercial e Industrial (Acil) e comerciantes que têm estabelecimentos no calçadão. "Ouvimos os principais afetados e decidimos instalar apenas três por enquanto", confirmou a presidente do Ippul, Ignês Dequech, em entrevista ao Bonde nesta quarta-feira (14).
Outro ponto que interferiu na decisão envolve o andamento de outro projeto do Ippul, que prevê a instalação dos chamados 'parklets' no calçadão. "Como existe a possibilidade de fazermos outras intervenções no local, optamos por acompanhar o impacto dos três quiosques antes da implantação dos demais", argumentou Ignês.
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Os 'parklets' - ou minipraças - foram chamados de "soluções urbanas" pelo prefeito Alexandre Kireeff (PSD) em publicação no Facebook da última sexta-feira (9). Na ocasião, ele postou diversas fotos das estruturas e pediu a opinião dos seguidores sobre a implantação dos espaços na área central da cidade.

Uma das imagens postadas pelo prefeito no Facebook; calçadão comportaria minipraças?
A presidente do Ippul, por sua vez, preferiu não revelar detalhes do projeto. "Não posso passar informações sobre algo que ainda está em fase de estudos", resumiu.
Já em relação aos quiosques, ela revelou que dois deles (um café e uma floricultura) serão construídos entre as ruas Pernambuco e Rio de Janeiro, e o terceiro (um café com banca de jornal e revistas) deverá ser implantado no final do calçadão, perto da rua Minas Gerais. "A gente quer evitar que as estruturas fiquem em corredores, justamente por conta do nosso próximo projeto", destacou.
A licitação para o retorno dos quiosques será tocada pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Ainda não há informações sobre quando o edital será lançado, tampouco sobre os valores previstos no processo.
A presidente do Ippul revelou, entretanto, que os vencedores da licitação vão precisar montar as estruturas dos quiosques para explorar os serviços. "Eles terão que utilizar o material metálico e os vidros previstos na padronização já estabelecida pelo instituto", observou.
Conforme Ignês, o poder público preferiu lançar apenas um processo licitatório, que prevê tanto a construção dos quiosques como a exploração dos espaços, para ganhar tempo. "A gente quer que isso aconteça rápido, ainda nessa gestão", garantiu.