A CML (Câmara Municipal de Londrina) homologou a contratação de uma produtora audiovisual para a gravação de conteúdos sobre o Legislativo, que irão alimentar a futura TV Câmara. A empresa Vídeo UP Comunicação LTDA, de Foz do Iguaçu, apresentou proposta de R$ 2,1 milhões, cerca de 54,63% abaixo do valor máximo estimado no edital da licitação, que era de R$ 4,68 milhões.
O contrato, com vigência de dois anos, prevê a produção de 960 reportagens em vídeo (R$ 1.250 por unidade), 200 entradas ao vivo (R$ 940 cada), 480 videoaulas (R$ 1.500 por vídeo) e um vídeo institucional do Legislativo, ao custo de R$ 18 mil.
Com a homologação, a Câmara aguarda apenas a assinatura do contrato. Após essa etapa, a empresa terá 30 dias corridos para disponibilizar o estúdio e dez dias para apresentar a equipe de trabalho e iniciar a produção das reportagens. Inicialmente, os conteúdos serão disponibilizados nas mídias digitais do Legislativo — como YouTube, Instagram e Facebook —, mas a proposta é criar um canal aberto da CML no âmbito do programa Brasil Digital.
A FOLHA confirmou que a CML firmou parcerias com a Alep (Assembleia Legislativa do Paraná) e com a Câmara dos Deputados, ambas com TVs legislativas próprias, e que o acordo de concessão do canal em Londrina aguarda assinatura no Ministério das Comunicações.
No termo de referência, a Câmara afirma estar empenhada em modernizar e ampliar sua comunicação institucional para fortalecer a conexão com a população.
“A produção de conteúdos audiovisuais dinâmicos, inovadores e de alta qualidade é essencial para transmitir com clareza e transparência as ações legislativas, promovendo a participação cidadã e a valorização do trabalho parlamentar”, diz o termo. “A contratação de uma produtora audiovisual responde à necessidade de diversificar os formatos de comunicação e atender às demandas da sociedade contemporânea.”
“A Câmara de Vereadores precisa se comunicar com muito mais transparência com a sociedade londrinense. A TV Câmara vem com essa finalidade. Não vejo desperdício, não vejo um gasto; pelo contrário, vejo um investimento. Nosso dever é se comunicar bem com a população”, afirmou o presidente da CML, vereador Emanoel (Republicanos), quando anunciou o lançamento do edital, em outubro de 2025.
À época, Emanoel disse ser importante ter a própria TV da Câmara “para que possamos nos comunicar com a população e levar de fato tudo aquilo que temos produzido”. Segundo ele, o investimento em uma estrutura própria seria ao menos duas vezes mais caro.