Os vereadores aprovaram na sessão desta terça-feira (3) da Câmara Municipal de Londrina as redações finais dos projetos de lei, de autoria do Executivo, que incluem no perímetro urbano da zona sul da cidade uma área 2,4 milhões de metros quadrados. Os lotes ficam localizados nas proximidades do jardim Nova Esperança.
A área deve receber cerca de 7 mil novas moradias do programa federal "Minha Casa, Minha Vida". Os lotes integram o Plano de Habitação da Prefeitura de Londrina.
Os vereadores aprovaram os projetos apesar dos questionamentos do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma), que alegou que a inclusão dos terrenos ao perímetro urbano de Londrina pode trazer prejuízos ambientais ao parque Daisaku Ikeda.
O presidente da Companhia de Habitação (Cohab) do Município, José Roberto Hoffmann, participou da sessão desta terça-feira da Câmara para garantir que os empreendimentos serão construídos respeitando a legislação ambiental e que a iniciativa faz parte de um plano de desenvolvimento da prefeitura para a região sul de Londrina.
Ele também lembrou que a localidade já sofre com outros prejuízos ambientais, causados, de acordo com Hoffmann, por aterros sanitários, estações de tratamento de esgoto e indústrias diversas.
Conforme o presidente da Cohab, a área a ser incluída no perímetro urbano da cidade vai receber sete grandes empreendimentos imobiliários. Ele também destacou que é mais barato construir na região sul. "O preço do alqueire gira em torno dos R$ 300 mil enquanto que na zona norte, por exemplo, o alqueire custa R$ 1 milhão", afirmou.
Os vereadores já haviam aprovado duas emendas às propostas do Executivo com o objetivo de reservar as novas áreas exclusivamente para a construção de moradias populares, como também para garantir equipamentos públicos em quantidade suficiente para atender a população dos dois novos empreendimentos.
As emendas estabelecem, ainda, que os loteadores deverão reservar áreas do empreendimento para equipamentos públicos apontados como essenciais pela administração municipal, mesmo que a quantidade de áreas exceda os índices previstos e custeados neste tipo de obra, com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).