As estações de medição do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) conseguiram identificar um novo terremoto em Londrina. O abalo sísmico, de 1,9 de magnitude na escala Richter, foi registrado na última sexta-feira, dia 1º de janeiro, às 16h49, e teve como epicentro a região do jardim Califórnia, na zona leste da cidade. No referido dia, o Bonde recebeu uma série de relatos sobre o forte tremor.
Esse é o segundo terremoto registrado pelo Centro de Sismologia da universidade paulista desde o dia 12 dezembro, quando moradores do Califórnia e adjacências começaram a relatar que estavam sentindo estrondos e tremores de terra.
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O primeiro abalo foi registrado no último dia 14 e teve magnitude de 1,8 na escala Richter, um pouco mais fraca se comparada ao índice do terremoto da última sexta-feira.
Os tremores, sentidos quase que diariamente no Califórnia, estão tirando o sono e o sossego dos moradores do bairro, já que, normalmente, acontecem durante a madrugada. Os estrondos também já causaram rachaduras em algumas residências.
Uma equipe do Centro de Sismologia da USP chegou a Londrina na terça-feira (5) e, a partir desta quarta (6), vai começar a investigar os tremores in loco. Os especialistas vão instalar três sismógrafos portáteis em diferentes pontos do bairro com o objetivo de identificar novos abalos e se pelo menos alguns deles estariam sendo induzidos por causas humanas e não naturais.
Alguns moradores alegam que o problema está sendo causado pelas tubulações e adutora da Sanepar. A companhia, por sua vez, garante que faz um monitoramento diário das estruturas e nega qualquer tipo de responsabilidade no caso.