A CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) fez, nesta terça-feira (24), uma grande operação para a apreensão de veículos em Londrina. Um total de 19 veículos, a maioria sucatas dos modelos Marea e Brava (Fiat), que são usadas para retirada e comercialização de peças automotivas, foi removido e levado para o pátio da Companhia.
A denúncia da utilização da área para fins irregulares partiu da Guarda Municipal, no começo do ano. Foi o maior recolhimento de veículos realizado pela CMTU numa só operação.
Os carros estavam numa APP (Área de Preservação Permanente) nos fundos da rua João Grigoleto, no Perobinha, zona norte de Londrina. O local, onde há várias chácaras e sítios, fica ao lado da nascente do Ribeirão Jacutinga, que corta toda a região norte do município e segue até o Rio Tibagi, em Jataizinho. Foram utilizados na operação 12 caminhões-guincho e 9 agentes de trânsito da CMTU, além do apoio de 11 agentes da Guarda Municipal. Agora, os veículos ficarão à disposição do proprietário no pátio da companhia.
Enquanto a remoção era realizada, um cidadão se apresentou no local como proprietário. O mesmo foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos sobre a situação encontrada. O ato gera autuação conforme prevê o inciso VIII do Artigo 181 da Lei nº 9.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro): estacionar os veículos em gramados ou jardim público.
A infração é de natureza grave e gera uma multa de R$ 195,23, além de cinco pontos na carteira por automóvel estacionado irregularmente. Quanto ao local onde foram encontradas as carcaças, o responsável estará sujeito ainda à possível autuação por prática de crime ambiental, que deverá ser averiguado pela Sema (Secretaria Municipal do Ambiente).
“Em patrulhamento no local, a Guarda Municipal identificou que tinha alguns veículos abandonados. A nossa equipe de fiscalização [da CMTU] se deslocou e verificou que o local tinha, de fato, virado um depósito de veículos”, explica o agente municipal de Trânsito, Rodolfo Gaion. “Identificamos que se trata de uma área pública e de uma nascente de rio. Esses veículos não podem ficar aqui. Pode estar trazendo muitos prejuízos e ainda tem a questão da possibilidade de poluição ambiental”.