O município registrou nesta quarta-feira (18) o dia mais quente de 2026 até o momento: 35,1°C. Entretanto, de acordo com a previsão do Simepar (Sistema de Monitoramento Ambiental do Paraná), a temperatura recorde para o ano pode ser quebrada já nesta quinta-feira (19), já que o calor continua segue firme.
Samuel Braun é meteorologista do Simepar e explica que uma massa de ar aquecida e úmida é que vem elevando as temperaturas na região, permitindo com que as máximas e as mínimas fiquem mais altas. Para esta quinta-feira, a previsão é de que a temperatura ultrapasse novamente os 35°C, com grandes chances de assumir a dianteira no ano. A chance de chuva é baixa.
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Para a sexta-feira (20), a temperatura permanece alta, também podendo superar o recorde, mas com menos chances, já que existe a previsão de chuva, incluindo a possibilidade de temporais no final da tarde. No final de semana o tempo segue abafado e quente, mas com temperaturas um pouco mais baixas, na casa dos 31°C.
“É calor, mas fica com um pouco mais de nuvens e tem a chance de alguma chuva no período da tarde, então dá uma diminuída nesse calor mais intenso a partir do domingo”, explica.
Mesmo ainda sem fechar o mês, a temperatura máxima média para o mês de fevereiro de 2026 está na casa dos 31,3°C, cerca de 0,8°C acima da média histórica, que é de 30,5°C. A mínima histórica para o mês é de 19,6°C, sendo que neste fevereiro a média até o momento está na casa dos 20,3°C. “Isso comprova que tanto as madrugadas estão um pouco mais quentes quanto as tardes”, detalha, em relação às noites quentes dos últimos dias na região de Londrina.
Uma das principais características do verão são as chuvas intensas, pontuais e, geralmente, de curta duração, como a registrada na tarde desta terça-feira (17), com rajadas de vento que chegaram a quase 30 quilômetros por hora.
Já nesta quarta-feira, os temporais atingiram municípios da região do Vale do Ivaí, como em Jardim Alegre e Manoel Ribas, causando o destelhamento de casas e até a derrubada de um silo de grãos. “São coisas pontuais, mas onde pegam deixam bastante destruição”, aponta.
Ele explica que não é possível dizer que a região de Londrina vem enfrentando uma onda de calor, já que, para isso, seria necessário que a temperatura estivesse ao menos 5°C superior à média histórica, que é de 30,5°C para o mês de fevereiro, por cinco dias consecutivos, o que não aconteceu.
O meteorologista detalha que desde que o calor começou a se intensificar na região, em 14 de fevereiro, em nenhum dos dias foi registrada uma temperatura superior a 5°C da média histórica, com as máximas variando entre 33°C e 35°C, mas sem ultrapassar os 35,5°C.
“Não caracteriza ainda, oficialmente, uma onda de calor, mas de qualquer forma são cinco dias em que a temperatura está bastante alta”, afirma, complementando que o cenário está dentro do habitual para a região Norte do Paraná. “É uma situação bem esperada para essa época do ano”, aponta.