Londrina

Com aulas paralisadas, professores da UEL votam possível greve na quinta

17 mar 2026 às 17:26

Uma paralisação dos docentes afetou as atividades no campus da UEL (Universidade Estadual de Londrina) nesta terça-feira (17), suspendendo as aulas em todos os nove centros de estudo. A paralisação estava marcada para a data desde o final de fevereiro e antecede uma nova assembleia, agendada para a quinta-feira (19), em que a categoria deve votar uma possível greve por tempo indeterminado.


Ronaldo Gaspar, diretor de comunicação do Sindiprol/Aduel, sindicato que representa a categoria, afirmou à reportagem que a motivação para a paralisação e para o movimento grevista é a defasagem salarial dos professores, que chegou a 52,8%. “É uma demonstração da insatisfação da categoria com a política salarial do governo estadual”, afirma, citando que a manifestação dos docentes está centralizada em Curitiba.


Serviços essenciais


Em relação à adesão dos professores, ele garantiu que é alta, mas a avaliação oficial será feita apenas nesta quarta-feira (18). A paralisação, segundo ele, acontece em todos os centros de estudo, sendo que apenas os serviços de saúde e administrativos permanecem em funcionamento.



Uma nova assembleia docente foi marcada para quinta, em que a categoria deve votar para uma possível deflagração de greve. Caso seja aprovada, as aulas podem ser interrompidas já a partir da segunda-feira (23). No momento, segundo ele, existe um indicativo de greve, o que demonstra que a categoria está disposta a aderir ao movimento paredista.


A presidente do Sindiprol/Aduel, Lorena Ferreira Portes, reforça que a luta dos docentes não é pelo aumento dos salários, mas pela reposição das perdas ao longo de uma década. Segundo ela, apesar das reuniões, o Governo do Paraná não apresentou nenhuma proposta até o momento.


Uma nova reunião foi marcada para esta quarta, sendo que a expectativa é de que algum índice de reposição salarial para a categoria seja anunciado, antecedendo a data da assembleia docente.


Nota da Seti


Em nota à imprensa, a Seti (Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior) disse que o "governo do Paraná tem o diálogo como marca e lamenta a ameaça de greve e as pressões por parte dos sindicatos, o que tem claro cunho eleitoral".


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