Cerca de 150 moradores do Jardim Santa Mônica e bairros vizinhos da zona norte de Londrina realizaram uma passeata no início da noite de quinta-feira (3), na avenida Henrique Mansano, cobrando melhores condições no setor de segurança pública, iluminação, além de faixas elevadas nesta avenida.
Conforme o presidente da Associação de Moradores do Parque Residencial Santa Mônica, Jorge Custódio, houve uma boa participação dos moradores na passeata. "É preciso que sejam realizados mais investimentos na região, afinal são 220 mil habitantes na zona norte da cidade", explica.
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No entanto, segundo Jorge, foi solicitado o apoio da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina durante o trajeto da passeata, mas ninguém compareceu. "Nós ficamos aguardando alguém da CMTU, pois haviam confirmado a presença, mas ninguém apareceu. Quem nos acompanhou foi a Guarda Municipal (GM)", diz.
Na última sexta-feira (25), foi realizada uma assembleia na associação de moradores, na qual, de acordo com o presidente, foi convidado o Capitão Walter João Marques Luiz, comandante da 4ª Cia Independente da Polícia Militar de Londrina, para discutirem como a segurança na região pode ser melhorada.
"O capitão não pode comparecer, mas disse que para discutirmos sobre as reivindicações dos moradores do bairro, teríamos que realizar uma reunião mais ampliada. Estamos tentando marcar uma audiência pública para tratarmos sobre o assunto", explica Custódio.
Além disso, os moradores afirmaram que já tiveram a iniciativa de entrar em contato com a PM com o objetivo de ajudar no conserto de duas viaturas, pois segundo eles, o índice de furtos e roubos não para de subir.
"O Seo João, que também faz parte da associação dos moradores se ofereceu para ajudar a arrumar as viaturas. O Estado arruma as viaturas, mas para que sejam arrumadas, passam por um processo burocrático grande e podem demorar uns 20 dias para ficarem prontas, isso já prejudica muito", diz o comandante da 4ª Cia Independente.
Conforme o comandante, os índices estavam altos até agosto, mas em setembro, após várias ações realizadas na região, os números diminuíram. "Foi realizado um policiamento maior no mês de setembro, além da participação da Rádio Patrulha, Rotam, Rocam e P2, que realizaram patrulhamento para identificar marginais que atuam na região", afirma.
Em uma semana, segundo o comandante, foram quatro boletins de ocorrência registrados, um deles é em relação ao roubo da fiação da associação dos moradores, relatado pelo presidente. "

"Segundo uma das senhoras que faz parte da associação de moradores, geralmente o pessoal não registra boletim de ocorrência. Nossa orientação foi pedir aos moradores que registrem os boletins, pois a polícia trabalha com números. É importante que os moradores registrem para que a polícia possa saber em quais regiões são necessárias maior policiamento, pois o bairro é grande. Em uma parte pode estar tranquila, enquanto outra pode ser alvo de marginais", explica o comandante.
Também nesta reunião realizada no último dia 25, além da passeata realizada nesta quinta, a associação decidiu por adotar as seguintes medidas:
- Implementar um grupo no WhatsApp entre os moradores para facilitar o contato e possibilitar que o alarme da ação de ladrões no local seja feita em tempo real;
- Formar uma Comissão de Segurança com os moradores para discutir e promover ações no sentido de resolver o problema, a qual será responsável por buscar apoio;
- Realizar audiência pública na Câmara de Vereadores para tratar sobre a insegurança na região;
- Orientar os moradores vítimas de roubo ou furto para registrar a ocorrência.

De acordo com Custódio, o grupo no WhatsApp já está com 123 pessoas adicionadas. "Agora vamos criar a Comissão de Segurança para discutirmos ações para solucionarmos os problemas do Santa Mônica e bairros vizinhos", afirma.
Em carta aberta realizada pela associação, os moradores afirmam que na avenida Henrique Mansano, via bastante movimentada, não há passagem elevada para pedestres, o que torna difícil a travessia. "Além da insegurança, há a questão do barulho, da algazarra, resultante da aglomeração de pessoas na loja de conveniências e no pátio do posto de combustíveis existente na esquina das avenidas Henrique Mansano e Lucia Helena Gonçalves Vianna", diz um trecho da carta.
Sobre a passeata, para que a Polícia Militar acompanhe, feche as ruas e tome outras providências em relação à segurança, é preciso ter ciência de que a CMTU liberou a realização no local. "Segundo as normas da CMTU, é preciso realizar o pedido com 10 dias de antecedência, com todo o roteiro e motivações. A partir disso, o pedido será analisado. Quando liberar, é possível a PM acompanhar", diz o comandante.
"Eu sugeri aos moradores que poderiam solicitar o acompanhamento da Guarda Municipal, que foi o que fizeram. Mas mesmo assim, acompanhamos a manifestação com as viaturas de longe, visando a segurança dos manifestantes. Até porque é uma manifestação lícita, estavam cobrando coisas que são direitos de todo mundo: iluminação, segurança, faixas elevadas, entre outros", conclui o capitão.
(Atualizada às 20h15 de sexta-feira (4))