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Thaíssa tinha 21 anos

Crime contra jovem que levou múltiplas facadas em Londrina pode ter sido premeditado

Luís Fernando Wiltemburg - Redação Bonde
14 set 2026 às 15:36

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Reprodução/ Instagram
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A PCPR (Polícia Civil do Paraná) trabalha com a hipótese de que Gabriel de Almeida, 21 anos, tenha premeditado o assassinato de Thaíssa Gabriely de Oliveira Marques, também de 21 anos, na última sexta-feira (11), em Londrina. Para o delegado Magno Miranda, responsável pelo registro da ocorrência, a sequência de acontecimentos antes do crime indica que o suspeito conhecia o local, já havia estabelecido contato com pessoas da academia e retornou ao endereço depois de passar em casa e trocar de roupa.


“Toda a dinâmica leva a crer que ele agiu de forma premeditada”, afirmou Miranda em entrevista coletiva na manhã desta segunda (14). A PCPR já levantou que o suspeito treinava em uma academia localizada em frente ao imóvel onde Thaíssa foi morta e, dias antes do crime, havia procurado emprego no estabelecimento que estava prestes a ser inaugurado. Ele chegou a cadastrar o currículo em uma plataforma de recrutamento, participou de uma entrevista com o gerente, mas foi reprovado, diz o delegado.

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A informação é relevante porque Thaíssa trabalhava na divulgação da nova academia. A estudante de Nutrição havia sido contratada para distribuir panfletos e apresentar o espaço a possíveis clientes. Segundo o delegado, ela tinha conhecimento de que Almeida havia procurado emprego no local.


A investigação também recebeu o relato de uma amiga da vítima de que Thaíssa teria demonstrado preocupação com a insistência do rapaz. Segundo as informações levadas à polícia, ele teria enviado o currículo diversas vezes e estaria insistindo em estabelecer contato.


'Lapso de memória'


Almeida teve a prisão convertida em preventiva na audiência de custódia realizada no sábado (12) e, segundo Miranda, foi ouvido formalmente acompanhado de advogado.


Durante a abordagem policial, conforme os agentes relataram, ele teria confessado o crime, mas, no interrogatório, ele admitiu que foi ao encontro de Thaíssa, mas disse não se lembrar do que conversou com ela nem dos acontecimentos posteriores.


O suspeito afirmou que estava treinando em uma academia próxima, foi para casa, trocou de roupa e depois voltou para procurar a vítima, mas que, a partir do encontro com Thaíssa, teve um “lapso de memória” e só voltou a se recordar quando já estava sob custódia da polícia.


Para a PCPR, a informação de que ele passou em casa antes de retornar ao local é um dos elementos que sustentam, neste momento, a hipótese de planejamento. Malta ressaltou, contudo, que a investigação não pode se basear apenas na confissão informal atribuída ao suspeito e que provas técnicas ainda estão sendo produzidas.


Uma dessas diligências é a coleta de eventual material genético encontrado sob as unhas de Thaíssa. O exame poderá indicar se houve contato físico entre a vítima e o investigado durante luta corporal.


Tentativa de estupro


Outro ponto que deve ser esclarecido pela perícia é a suspeita de violência sexual. Segundo o delegado, durante a confissão informal aos policiais, Almeida teria relatado uma tentativa de investida sexual contra Thaíssa antes do ataque. A Polícia Científica fará exames capazes de confirmar ou descartar crime sexual, consumado ou tentado.


A investigação também recolheu uma faca de cabo de madeira marrom encontrada no imóvel e apontada aos policiais como possível arma do crime. Depois da liberação do local pela perícia, uma corda de ginástica foi localizada dentro da academia. O objeto apresentava manchas de sangue e foi apreendido junto com um elo de chave que, segundo o gerente, não pertenceria ao estabelecimento.


Os materiais foram encaminhados ao IC (Instituto de Criminalística) para análise. A polícia pretende identificar a origem do sangue encontrado na corda e verificar se o objeto foi utilizado na agressão.


Também há marcas de sangue na rota de fuga do suspeito, pelos fundos da academia. Como Almeida ficou ferido durante o confronto, entretanto, ainda não é possível determinar se o sangue pertence a ele ou à vítima.


Polícia busca imagens


A academia onde ocorreu a agressão não possuía câmeras de segurança. A PCPR pretende buscar imagens de estabelecimentos vizinhos que possam ter registrado a chegada ou a saída do suspeito.


Possível invasão anterior


Outra frente de investigação que surgiu depois da prisão de Almeida foi o fato de que duas mulheres que mantêm um espaço de bronzeamento próximo ao local do crime relataram uma possível invasão anterior. Elas teriam reconhecido o suspeito como um homem que entrou no imóvel, revirou objetos e possivelmente instalou uma câmera para acompanhar a movimentação no espaço.

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As mulheres possuem imagens da entrada de um homem com características semelhantes às de Almeida. A polícia, porém, ressalta que ainda não está comprovado que se trata da mesma pessoa. O episódio será analisado durante o inquérito e poderá ajudar a esclarecer eventual comportamento anterior ou possível motivação.

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