A ONG Meio Ambiente Equilibrado (ONG MAE) usou o Facebook nesta quinta-feira (5) para criticar as obras de duplicação da avenida Castelo Branco (zona oeste de Londrina), que, conforme a ONG, estariam ajudando a aumentar o assoreamento do Lago Igapó III. De acordo com a entidade, a terceirizada responsável pelo procedimento o executa "sem qualquer cuidado ambiental e aplicação de técnicas conhecidas, praticamente sem custos, para evitar danos ao Lago Igapó".
A organização lembra, ainda, que a contenção de terras e resíduos em obras está determinada em leis municipais como o Código de Obras e o Código do Meio Ambiente. "Essas leis têm, justamente, o objetivo de prevenir o que mostram as imagens feitas do lamaçal que invade o canteiro às margens do Lago, em um dia de chuva de verão", argumenta a ONG MAE, que postou um vídeo em seu perfil no Facebook.
A entidade alega, ainda, que o município ignorou as recomendações feitas pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para diminuir o impacto das obras, e lembra que as águas do Lago Igapó III possuíam, no ano passado, mais de 231 mil metros cúbicos de resíduos diversos, como terra, lama, areaia, brita, lodo, lixo e óleo.
Procurado pelo Bonde, o secretário municipal de Obras, Walmir Matos, preferiu não rebater as críticas da ONG MAE. Ele garantiu que o poder público está acompanhando as obras, que os impactos ao lago são mínimos, e que a empresa será notificada caso não cumpra as recomendações e leis ambientais.