Há cerca de um mês, a gerência do Terminal Rodoviário de Londrina optou por fechar a praça interna que interliga as dependências e rodeia todo o espaço, projetado pelo famoso arquiteto Oscar Niemeyer e inaugurado em 1988 em um dos principais pontos de Londrina, na confluência das avenidas Leste Oeste e Dez de Dezembro. O fechamento acontece sempre no final de todas as tardes. A decisão deve ser mantida até o início de dezembro, quando a movimentação tende a aumentar por causa das férias.
A notícia pegou muita gente de surpresa. O operador de máquinas pesadas Genésio Domorato, por exemplo, trabalha em Cascavel, no Oeste do Estado, e veio para Londrina acompanhar a família, que mora por aqui, em um casamento. "O local era bacana. A gente podia sentar um pouquinho enquanto esperava o ônibus", lamentou. O aposentado Ordack Figueiredo, que tinha acabado de chegar à cidade após uma longa viagem até Uberlândia (MG), teve a mesma opinião. "É uma pena, porque dava pra descansar, né?", comentou.
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Além do gramado, a praça possui algumas árvores, bancos para descanso e a caixa d'água. No entanto, o espaço estava servindo como "moradia" para muitos moradores de rua que buscam algum lugar para dormir. De acordo com o gerente do Terminal Rodoviário, Sandro Roberto Neves, a presença de tais pessoas estaria intimidando os usuários. "Registramos casos de sete, oito e até dez pessoas em uma única oportunidade. A insegurança estava tomando conta", ressaltou.
Apesar da ação da Guarda Municipal, que mantém agentes no interior da rodoviária, o problema não foi solucionado. "Infelizmente, é só dar uma volta ao redor e ver que estas pessoas dormem lá embaixo. Somos prejudicados por conta do posto de combustíveis que está desativado bem ao lado. Já tivemos relatos de passageiros que tiveram seus bens furtados e até roubados. Vamos ver se a situação melhora no final deste ano", completou Neves.