O Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica) do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) é especializado em estudar raio e registra a incidência desse fenômeno em todo o território brasileiro. Somente em Londrina, os pesquisadores apontam que 9.680 raios tocaram o solo ao longo deste ano. Em 2019, esse número foi mais expressivo, com 13.585 registros. Porém, em um recorte do mês de dezembro (até o dia 16), já foram 1.667 em 2020, um aumento de 117% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram computados 767 fenômenos dessa natureza.
"Estamos em dezembro com número bem acima do ano passado e a tendência é que isso se mantenha até março”, comenta Osmar Pinto Junior, coordenador do Elat/Inpe, ao explicar que a influência é meteorológica e também geográfica.
De acordo com o especialista, Londrina tem grande incidência de raios por estar no Norte do Estado, no entanto, destaca também a região Oeste. "Existe uma região ao norte da Argentina em que ocorrem tempestades mais duradouras, pelo encontro de massa fria do sul com a massa de ar da região amazônica. Elas se chocam favorecendo a formação de grandes tempestades e o Oeste do Paraná está mais próximo dessa região”, detalha.
Como noticiado pelo Bonde, no temporal da quarta-feira (16) uma casa chegou a ser atingida.
Já se sabe que o Brasil é o campeão mundial em incidência de raios. A cada ano, o País registra 77,8 milhões e a explicação é justamente pelo fato de sermos o maior país da zona tropical do planeta, uma área central onde o clima é mais quente e, portanto, mais favorável à formação de tempestades e de raios.
Leia na Folha de Londrina estatísticas sobre mortes, acidentes e sobre como se formam os raios.