Londrina

Escola na zona leste de Londrina recebe catracas com reconhecimento facial

13 fev 2026 às 12:34

A Escola Municipal Maestro Roberto Pereira Panico, na Zona Leste de Londrina, está começando o ano letivo de 2026 com mudanças significativas no dia a dia dos seus 530 alunos. A escola está recebendo um projeto piloto com a inserção de reconhecimento facial dos estudantes e com o apoio pedagógico de cinco pequenos robôs, apelidados de ‘Nico’.


Em uma cerimônia na manhã desta sexta-feira (13), a secretária municipal de Educação, Thatiane Araújo, considerou o momento como um marco de inovação nas escolas, trazendo soluções para desafios enfrentados na educação. Ele exemplifica o caso das catracas com reconhecimento facial, que vão ficar na entrada da unidade escolar para registrar a chegada e saída dos alunos.


O reconhecimento facial também foi implementado na hora do intervalo, momento em que os estudantes vão comer a merenda oferecida pela escola. “Vai ser feito um registro facial. Quando a criança retirar o prato de refeição, o pai vai saber se ela comeu uma ou duas vezes ou se comeu só a fruta. Isso vai garantir um controle e um maior acompanhamento”, detalha.



Todo o processo ocorreu de acordo com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), de acordo com a secretária, incluindo com a autorização por escrito dos pais, com a imagem e os dados das crianças armazenados de maneira segura em parceria com a Codel (Companhia de Desenvolvimento de Londrina). 


O projeto é pioneiro na Escola Municipal Maestro Roberto Pereira Panico, mas Araújo aponta que o objetivo é expandir para outras unidades de acordo com a necessidade de cada uma. A secretária aponta que a vontade é de fazer isso “o mais rápido possível”, mas não deu prazo de quando a expansão deve começar. 



Questionada se existe alguma escola ou região que deve ser priorizada, ela disse que o mapeamento ainda vem sendo feito com muito estudo e análise para que o trabalho seja efetivo. 


A escola também passa a contar agora com cinco robôs de apoio pedagógico, apelidados de ‘Nico’ em homenagem ao nome da instituição, que na visão da secretária vão auxiliar em uma aprendizagem de qualidade para os estudantes. 


Ana Mauriceia Castellani é assessora da empresa Xyron, parceira da Secretaria de Educação, e responsável pelo projeto dos robôs em sala de aula. Ela explica que o projeto ainda está no início, com o treinamento dos professores e o primeiro contato dos alunos com os robôs em um interação entre o homem e máquina. Ela detalha que os robôs andam, falam e interagem com os alunos.



A pesquisadora explica que o robô não é um brinquedo e, sim, uma ferramenta pedagógica, em que os estudantes podem fazer perguntas que, porventura, os professores não saibam responder no momento. “Eu consigo ter um ajudante do professor. Isso é um futuro que a gente vai aos poucos construindo e a criança tem a oportunidade de vivenciar isso muito mais cedo”, aponta. 


Como o projeto é piloto, não há custos para o município. Ao ser questionado sobre a possibilidade de investimento nessa tecnologia para dentro das escolas e salas de aula do município, o prefeito de Londrina, Tiago Amaral (PSD), disse que é possível buscar recursos em diversos lugares. “Eu não tenho medo dos investimentos. O que a gente tem que se preocupar não é com investimento, é com o custo descontrolado da máquina, com jogar dinheiro fora, com desperdício”, afirma. 


Amaral pontua que o objetivo é envolver os pais também nesse processo, que devem receber o alerta de que o filho já está na escola e se comeu a merenda, além de ganhar tempo dentro de sala de aula, já que os professores não vão precisar mais fazer a chamada dos alunos. “A gente está muito animado para transformar aquilo que foi experimentado aqui em um política para ser levada para todas as escolas”, promete.


“A tecnologia tem um papel fundamental porque ela tem que garantir, antes de mais de nada, a melhoria na qualidade do serviço, que é a primeira coisa que a gente busca, e em segundo lugar a gente busca a eficiência, ou seja, nós conseguirmos entregar mais custando menos ao final do processo”, destaca o prefeito, complementando que o objetivo do projeto é melhorar a qualidade da educação e do ambiente escolar. 


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