O TJ-PR (Tribunal de Justiça do Paraná) inaugurou nesta quinta-feira (12) o novo Fórum Criminal de Londrina, após uma obra que demorou sete anos para ficar pronta e teve aumento de custo da ordem de 45%, saltando de R$ 52,1 milhões para R$ 75,6 milhões depois de uma série de atrasos.
A estrutura tem cerca de 25 mil metros quadrados de área construída e abrigará 13 varas judiciais (criminais, infância e juventude, violência doméstica e juizados especiais) e suas respectivas promotorias de Justiça. A expectativa é que o local receba, em média, 500 pessoas por dia, além de 400 servidores. Todo o complexo da Justiça em Londrina, somando o Criminal, Cível e Vara de Execuções Penais, chega a 43 mil metros quadrados.
Apesar da entrega do espaço físico, a previsão é que o atendimento no Centro Cívico ocorra apenas em meados de maio, após a instalação do novo mobiliário.
A presidente do TJ-PR, desembargadora Lídia Maejima, lembrou que, quando atuava como juíza criminal em Londrina, participou da busca por um prédio mais adequado para o Judiciário londrinense. Ela recordou os desafios para a construção da nova estrutura, com a transferência do atendimento para um imóvel provisório na avenida Tiradentes.
“Isso nos custou não apenas em pecúnia, mas também em incômodos causados a magistrados, servidores, advogados, defensores, membros do Ministério Público e a toda a população que precisou se adaptar ao funcionamento de um serviço essencial em condições provisórias, em um imóvel alugado”, afirmou a presidente do TJ-PR.
“Quis o destino que eu estivesse aqui como presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná para estrear esse projeto que iniciamos em 2018”, acrescentou.
A construção do novo Fórum Criminal de Londrina começou em 2019, mas, com apenas 6% dos trabalhos concluídos, a primeira empresa foi dispensada após entrar em recuperação judicial. A rescisão ocorreu no ano seguinte, e a segunda colocada assumiu o contrato. As obras foram retomadas e interrompidas pouco tempo depois, em meio à pandemia da Covid-19, que paralisou inúmeros serviços.
Além disso, houve necessidade de adequações no projeto arquitetônico, mudanças no acesso principal do prédio e execução da extensão da rede de drenagem do terreno, com aprovação dos projetos nos órgãos competentes. Isso contribuiu para o aumento do custo da obra, assim como a alta nos preços de materiais da construção civil durante a pandemia.
Foi no final de 2024, após a assinatura de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), que ficou acordado que nenhum novo aditivo seria concedido, e a obra enfim caminhou para sua conclusão.