A terceira e última fase da Operação Publicano, que investigou esquema milionário em que auditores fiscais cobravam propina de empresários sonegadores de impostos, foi concluída nesta sexta-feira (16). A nova fase indiciou dez pessoas pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de organização criminosa e falsidade ideológica. O montante desviado é estimado em R$6 milhões.
Esta etapa da investigação se ateve ao rastreamento da propina recebida pelo auditor José Luiz Favoreto Pereira, que ocultava o dinheiro de modo a dar a ele a aparência de lícito."As ocultações se deram de várias formas, como a aquisição de bens de luxo, imóveis, veículos, barcos e empresas. Tudo com o objetivo de dar à propina a aparência de dinheiro lícito", afirmou o delegado do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que conduziu a investigação, Ernandes Cezar Alves.
Favoreto é acusado de utilizar a empresa PFPJ Soluções Tecnológicas, que está registrada em nome do irmão do auditor, Antônio Pereira Júnior, e da cunhada, Leila Pereira, para esquentar o dinheiro recebido de propina com movimentações fictícias.
Além de Favoretto, o irmão Antônio e a cunhada Leila, o advogado André Luís Aquino de Arruda e o casal de empresários, Sarquis José e Marilucia Sâmara, também foram indiciados. Os outros nomes não foram divulgados.
Segundo o delegado do Gaeco, das dez pessoas inidiciadas nesta fase da Operação, oito são por lavagem de dinheiro; da qual uma também foi indiciada por formação de organização crimonosa. Duas são acusadas pelo crime de falsidade ideológica.