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Graças a entidades, animais de rua têm mais chances de conseguir novos lares

Gabriela Campos - Redação Bonde
22 ago 2017 às 18:16

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Era uma vez um cão chamado Leônidas. Encontrado em uma estrada no bairro do Limoeiro, em Londrina, ele estava com parte do rosto comprometida por causa da irresponsabilidade de seus ex-guardiões. Após um tratamento que durou meses, recuperou-se, mas até hoje carrega sequelas - físicas e emocionais - dos dias de sofrimento.

Era uma vez o 'Gatão de Natal'. Encontrado em uma rua de Londrina, após ser atropelado na noite de Natal, ele estava com sérias fraturas na mandíbula, além da língua dilacerada. Meses de tratamento e sete cirurgias apenas na língua foram necessários para que Gatão pudesse ter uma nova chance de vida.


O que essas duas histórias têm em comum? A mão que foi estendida para esses animais.


Associação Defensora dos Animais (ADA), Projeto Sete Vidas e SOS Vida Animal: essas são as três mãos que estão sempre dispostas a ajudar os animais de rua da cidade. Seja em forma de Organização Não Governamental (ONG), associação ou grupo de proteção organizado, todas essas entidades têm em comum a preocupação com o bem estar dos bichinhos.


Anne Moraes, presidente da ADA, conta que os abrigos da associação, localizados no distrito da Warta, possuem cerca de 700 animais. A ADA, assim como todas as entidades que assistem os animais na cidade, não possui nenhuma ajuda do poder público. "Hoje os animais estão divididos em duas chácaras. O nosso custo mensal ultrapassa os R$ 65 mil. Nosso orçamento é todo obtido através de doações e do programa Nota Paraná. Temos de nos desdobrar para conseguir pagar tudo", explica.


Esse dinheiro vai para a manutenção da ADA - compras de medicamentos e ração, custos veterinários, pagamento dos funcionários, aluguel etc. "Da prefeitura não recebemos nem bom dia, nem obrigada pelo serviço que seria de responsabilidade deles. É sempre a mesma coisa, de que estão sem dinheiro. Infelizmente nunca vai haver, pois as necessidades são muitas. Se o prefeito não colocar como prioridade o quesito animais de rua, eles nunca terão nada."


Já o SOS Vida Animal e o Projeto Sete Vidas atuam de uma forma um pouco diferente. "Não temos abrigos, mas oferecemos gaiolas, ração, caixinha etc. Montamos a estrutura para a pessoa cuidar do gato na casa dela", explica Silvana Chinezi, representante do Projeto Sete Vidas, um grupo de proteção animal exclusivo para gatos que atua em Londrina há 5 anos.


De acordo com Silvana, a logística do grupo funciona da seguinte forma: a pessoa que encontrou o animal em situação de risco entra em contato com o projeto e é assistida pelos voluntários, a fim de ter a chance de ajudar aquele gato a se restabelecer e a encontrar um novo lar. "Temos parceria com algumas clínicas veterinárias que oferecem um bom desconto em certos casos que precisam de tratamento ou castração."


O SOS Animal possui uma forma de atuação bem parecida com a do Projeto Sete Vidas. Sem possuir um abrigo fixo, os animais retirados das ruas são levados para tratamentos em clínicas parceiras e depois acolhidos em lares temporários, até que sejam adotados e ganhem novas famílias. Além disso, a ONG também realiza trabalhos intensivos voltados à castração dos animais e ao atendimento da comunidade. "A gente quer acreditar que o animal ter a sua família é o principal. Nosso trabalho é o de reimplantar o animal na sociedade. Tiramos ele da rua quase morrendo, tratamos e entregamos para uma família responsável", explica Carolina Gavetti A. Valdivieso, presidente e voluntária do SOS.


Como adotar?


Para adotar um animal, todas as entidades realizam uma entrevista com os futuros guardiões, além de exigirem documentação e um termo de responsabilidade. "A adoção é fundamental, é um ato de amor, pois salva uma vida. Eles [os animais] podem não ter a beleza daqueles que se compra, mas eles têm muito amor", ressalta Carolina.


Como ajudar?
Os interessados em contribuir com as entidades, podem entrar em contato por meio da página do Facebook: Associação Defensora dos Animais (ADA); Projeto Sete Vidas; e SOS Vida Animal.


Adote o Otto


O Portal Bonde lançou no início deste mês a campanha 'Adote o Otto', para estimular a adoção responsável de animais em Londrina. A ideia para essa iniciativa surgiu no final de junho, quando foi publicada uma reportagem sobre o abandono de um cachorro, que recebeu o nome Otto, no campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL).


A grande mobilização dos leitores junto às redes sociais revelou que a adoção responsável de animais é um assunto urgente e necessário na cidade. Prova disso é o que aconteceu ao Otto: em 28 de junho, câmeras de segurança da UEL flagraram um homem abandonando o cachorro nas proximidades do Hospital Veterinário (HV).

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O Otto, um jovem adulto sem raça definida (SRD), está em busca de um novo lar. Amoroso e super saudável, o cão já foi vacinado e está pronto para ganhar uma nova família. Os interessados em adotá-lo devem entrar em contato com o Portal Bonde de segunda a sexta-feira, em horário comercial, pelo telefone (43) 3374-2387.


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