A agência do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), situada na avenida Rio Branco, 269, Jardim Shangri-Lá, em Londrina, amanheceu fechada nesta segunda-feira (13). Os servidores federais aderiram à greve juntamente com os trabalhadores da Previdência, que permanecem de braços cruzados desde a última semana.
Os serviços prestados pelo MTE estão suspensos por tempo indeterminado. Segundo Lincoln Ramos e Silva, um dos diretores do Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Ação Social do Paraná (Sindprevs), quem tinha atendimento marcado deverá aguardar o fim da paralisação para solicitar o reagendamento. "O usuário deve ligar para a agência e buscar orientação específica", diz. O Sindicato dos Empregados No Comércio de Londrina (Sindecolon), entidade que mantém convênio com o órgão federal, também interrompeu os pedidos de emissão de carteiras de trabalho.
Agências de Cornélio Procópio, Apucarana, Foz do Iguaçu, Cascavel, Toledo e Pato Branco também estão fechadas. A adesão à greve ainda é parcial em Ponta Grossa, Curitiba e Maringá. "Nessas cidades, há assembleias previstas para decidir os próximos passos do mobilização", completa Silva.
Dos 14 pontos de atendimento da Previdência Social representados pelo núcleo do Sindprevs em Londrina, apenas o de Mandaguari não apoiou o movimento. "Moradores de Bandeirantes, Cambé, Apucarana, Rolândia e Londrina devem comparecer às agências apenas se tiverem agendamentos de perícias médicas", alerta. Cerca de 80% da categoria apóia a greve, o equivalente a 290 trabalhadores.
Reivindicações
Os sindicalistas planejam um ato público no Calçadão Central de Londrina, em frente ao Banco do Brasil, na próxima quarta-feira (15). O objetivo é pressionar o Governo Federal a abrir um canal de negociação. "O Ministério do Planejamento oferece 21% de reposição ao longo de quatro anos. Pedimos, primeiramente, 27% com base na inflação acumulada nos últimos três anos", enfatiza.
Plano de carreiras e salários, incluindo a incorporação de gratificações e equiparação entre ativos e aposentados, engrossa a pauta de reivindicações. "Também há um conjunto de exigências que interessa à população, como o fim da terceirização, assédio moral e atendimento em turnos ininterruptos, tendo em vista que tais práticas prejudicam a qualidade do atendimento". Por fim, a categoria exige a abertura de concurso público para suprir a demanda no setor.