A juíza da 6ª Vara Criminal de Londrina, Zilda Romero, agendou para 31 de julho o interrogatório do guarda municipal Ricardo Leandro Felippe, acusado de matar o filho, pai e sócia de ex-namoradas em Londrina, no processo em que ele responde por injúria e ameaça. Nove testemunhas arroladas pelo Ministério Público e outras oito da defesa do agente terão oportunidade de falar na mesma audiência, que tem previsão de começar às 13h30.
A magistrada também negou a transferência do processo para a 1ª Vara Criminal e a instauração de exame de insanidade mental. Na decisão, Zilda Romero levou em conta o laudo feito no Complexo Médico Penal de São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Londrina), onde Felippe ficou aproximadamente um mês.
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Segundo a Polícia Civil, Ricardo Felippe roubou este carro para fugir até o interior de SP, onde acabou preso
"O examinado (Ricardo Leandro Felippe) não apresenta sinais de doença mental. Trata-se de indivíduo com traços dissociais que, no momento, é plenamente capaz de entender seus atos e responsabilizar-se por eles", atestou a médica Tânia Zanier. O advogado que defende o agente, Luca Carrer, disse na época que a declaração era "preliminar" e reforçou que o cliente "sofre de transtornos psicológicos".

Pistola usada pelo guarda municipal para atirar contra a família da ex-namorada
Ricardo Leandro Felippe foi preso pela Polícia Civil foi preso no dia 3 de abril em Maracaí (SP) depois de matar Ana Regina do Nascimento Ferreira, 34 anos (veja vídeo abaixo), sócia da primeira ex-namorada, e o filho e pai de outra ex-companheira, Rachel Espinosa. O adolescente de 17 anos estava na casa dos avós quando foi baleado. Ele morreu no local.
O pai de Rachel, Valdir Siena, de 58 anos, morreu poucos dias depois no Hospital Evangélico. Outras duas pessoas ficaram feridas. O guarda municipal continua preso em uma cela especial na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 1).