Lucas Wancler Ferreira dos Santos, 30, acusado de matar a facadas David Schmidt Prado, 37, em janeiro deste ano, passará por audiência criminal no dia 8 de abril, quando testemunhas e o réu serão ouvidos. Santos emboscou e esfaqueou a vítima no estacionamento de uma academia na zona oeste de Londrina na primeira semana do ano. David correu para dentro do centro esportivo para pedir ajuda, onde o ataque continuou. Mesmo com atendimento médico, o homem não resistiu e morreu no local, com o autor do crime preso em flagrante e encaminhado ao CTL (Centro Integrado de Triagem de Londrina). A namorada da vítima pede “justiça após um período tão doloroso de espera”.
O MPPR (Ministério Público do Paraná) denunciou Lucas dos Santos por homicídio triplamente qualificado ainda em janeiro, também pedindo uma indenização de 100 salários mínimos para a família de David, o que equivale a cerca de R$ 160 mil, a título de reparação dos danos causados. As qualificadoras consideradas foram motivo torpe, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A Polícia Civil atestou que o assassinato foi premeditado e motivado por ciúmes, já que David teria mantido um caso amoroso com a mulher do autor em um período de separação conjugal.
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Como Santos é acusado de ter cometido um crime doloso contra a vida, o caso pode seguir para júri popular. A reportagem contatou a advogada de defesa do réu, que explicou que não poderia passar nenhuma informação sobre a audiência porque o processo tramita em segredo de justiça.
'Tragédia imensurável'
A vítima namorava Jheniffer Balardin havia quatro meses antes de falecer, ambos naturais de Cornélio Procópio (Norte Pioneiro). Ela será ouvida como testemunha durante a audiência no dia 8 de abril, que será realizada na 1ª Vara Criminal de Londrina. A advogada almeja que o ato processual seja “uma etapa fundamental para a consolidação das provas já existentes, permitindo que o processo avance de forma firme, responsável e célere até seu desfecho”.
Disse ainda que o “crime brutal marcado por extrema violência jamais poderá ser banalizado ou esquecido”, esperando que Santos “seja devidamente responsabilizado por todas as circunstâncias que envolveram o crime na exata medida da gravidade dos atos praticados, respeitando a memória da vítima e a dor de todos os que foram atingidos por essa perda irreparável”.
Balardin contou que toda a família de David segue marcada por sua ausência, e que após a perda do homem, que deixou um filho, “nada mais foi como antes e ainda não é”. “Há momentos em que a realidade parece impossível de aceitar. Às vezes, me pego pensando que ele apenas saiu, que está viajando, e que em algum momento vai voltar. Mas a dor permanece constante e tenho aprendido a sobreviver um dia de cada vez, sustentada pela fé e pela esperança de que a justiça será feita, a justiça dos homens e a de Deus”, deseja.
Pontuou que a falta do namorado atravessa sua vida, com a saudade nunca diminuindo e a acompanhando todos os dias.