Londrina

Kireeff decreta estado de emergência em Londrina

12 jan 2016 às 15:02

Em entrevista coletiva realizada no início da tarde desta terça-feira (12), o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), decretou estado de emergência no município. A decisão foi tomada por causa dos diversos estragos provocados pela chuva dos últimos dias.

De acordo com o prefeito, será feita uma mobilização de vários órgãos. Um levantamento da situação de todos os bairros da cidade será confeccionado por uma equipe composta por membros do Corpo de Bombeiros, da Sanepar, da Copel, da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), da Defesa Civil e da própria prefeitura. "Ainda não há possibilidade de dimensionarmos, sob o ponto de vista econômico, o impacto de tudo o que foi deteriorado. Mas realmente [o valor] foi muito alto se nós considerarmos a deterioração da pavimentação asfáltica urbana, das pontes que ruíram, das estradas rurais que foram comprometidas de forma grave, equipamentos e prédios públicos que tiveram muitos impactos", disse o prefeito.


A Secretaria Municipal de Defesa Social, por meio da Defesa Civil, está fazendo um levantamento referente aos danos e estragos causados pelas chuvas na cidade. Até o momento, foram registradas 64 solicitações da comunidade, pelos telefones 153 e 199, relativas a problemas de residências alagadas, com rachaduras e que sofreram danos em geral. Três famílias tiveram suas casas danificadas e estão abrigadas em residências outros familiares.


As prioridades serão assinaladas de acordo com a gravidade da situação. Locais que estejam colocando vidas em risco serão atendidos primeiro, seguidos pela normalização dos abastecimentos de água e luz e de reparos na infraestrutura urbana, sobretudo viária.


Mais cedo, durante entrevista ao vivo concedida ao Jornal da Tarobá, Kireeff havia aventado a possibilidade de pedir ajuda ao Exército Brasileiro, cujo departamento de Engenharia e Construção poderia oferecer, por exemplo, pontes móveis que seriam colocadas no lugar das estruturas avariadas ou levadas pela enxurrada. Um cronograma detalhado de reconstrução será elaborado pelas equipes envolvidos.


Problemas


Uma das prioridades é a recuperação das pontes da PR-445 e da estrada que dá acesso ao distrito de Maravilha, desobstruções de vias causadas por deslizamento de terra, como a ocorrida na Avenida Dez de Dezembro, e recuperação da ponte localizada na rodovia Mabio Gonçalves Palhano.


Algumas Unidades Básicas de Saúde (UBS) sofreram alagamentos, mas não houve problemas estruturais. Somente a UBS do conjunto Jamile Dequech não está em condições de funcionamento. Segundo o secretário municipal de Saúde, Gilberto Martin, a Unidade de Pronto-Atendimento Maria Angélica Castoldo (UPA Centro-Oeste) foi atingida pelas chuvas, porém está funcionando em horário normal.


Coleta Seletiva e Transporte


O presidente da CMTU e secretário municipal do Ambiente, José Carlos Bruno de Oliveira, explicou que por impedimento no acesso à Central de Tratamentos de Resíduos, a coleta seletiva de lixo domiciliar (doméstico) está suspensa. "Aguardamos uma definição do IAP e Ministério Público com o município para conseguirmos uma solução emergencial", disse. A coleta de material reciclável está operando normalmente.


Bruno também relatou algumas dificuldades em atender a população dos distritos com os serviços do transporte coletivo, uma vez que as vias de acesso estão bloqueadas, exceto pelo distrito da Warta. Mais informações sobre o transporte coletivo podem ser obtidas pelo telefone (43) 3379-7900.


O transporte rodoviário comunicou atraso médio de 2 horas na origem-destino devido às condições de algumas rodovias. Mudanças no embarque estão sendo comunicadas aos clientes. Informações podem ser obtidas pelo telefone (43) 3372-1810 ou no site www.trl.com.br (em Informações Gerais/ Empresas de Ônibus).


Já o gerente geral da Sanepar, Sérgio Bahls, informou que a produção de água em Londrina nesta terça-feira (12) está em apenas 30% de sua capacidade. Isso significa que cerca de 400 mil moradores de Londrina e de Cambé podem ficar sem água. A expectativa da Sanepar é que a produção seja normalizada em até pelo menos 48 horas. "Nossa orientação é de a população utilize a água de forma racional, restringindo o consumo para alimentação e higiene pessoal. A prioridade será abastecer clínicas e hospitais", disse.


De acordo com o gerente de serviços da Copel na região de Londrina, Aparecido Tomazelli, a área rural do município tem 2,5 mil domicílios sem luz, em locais que estão com acesso impedido. Na área urbana, está sendo feita a manutenção de um trecho com oito postes quebrados onde há 175 imóveis sem energia.

(com informações do Núcleo de Comunicação da prefeitura e da assessoria de imprensa da CMTU)


Continue lendo