Diversas pichações contra a nova tarifa de transporte público em Londrina foram registradas na manhã desta terça-feira (20) na região central do município. Um leitor enviou as fotos para o Portal Bonde. A mensagem
explicita o descontentamento com o aumento de R$ 0,50 nas passagens de ônibus, a partir de segunda-feira (19).
Uma das pichações foi feita no muro do Terminal Central, propriedade pública pertencente à Prefeitura de Londrina e que acomoda os veículos das empresas que operam o transporte.
A CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), que administra o local, foi procurada e disse lamentar o ocorrido. Segundo a nota enviada, a Companhia vai registrar um (Boletim de Ocorrência) para a investigação do crime praticado. "Enquanto isso, a Administração do Terminal já providenciou a repintura dos muros e fachadas avariados, que deve ser concluída até amanhã [quarta-feira, 21 de janeiro], e vai redobrar, de imediato, as vistorias no entorno do terminal". Às 16h, a CMTU já havia pintado o muro (Confira foto abaixo).
A Guarda Municipal, responsável por zelar pelo patrimônio público, foi informada sobre as pichações pela reportagem. De acordo com a assessoria de imprensa, não havia denúncias formalizadas até o início da tarde.
A nota enviada esclareceu que, ao receber denúncias de pichação por meio da Central 153, a Guarda Municipal intensifica imediatamente o patrulhamento preventivo nas regiões indicadas, independentemente de se tratar de bem público ou particular.
Durante o patrulhamento, as equipes fazem abordagens e, em caso de flagrante, o autor é encaminhado à autoridade policial para responder pelo crime ambiental de pichação, conforme a Lei nº 9.605/1998. Também é lavrado o termo de constatação, que é encaminhado à Secretaria Municipal do Ambiente, responsável pela aplicação das sanções administrativas.
Em Londrina, a multa prevista é de R$ 5 mil, podendo ser agravada quando a pichação ocorre em imóveis tombados ou de valor histórico, conforme a legislação.
Mesmo quando não há flagrante, diz a Guarda Municipal, a equipe é deslocada até o local, faz o atendimento da ocorrência, o registro do boletim e encaminha o material à autoridade policial, para que seja avaliada a abertura de investigação.
Conforme o Portal Bonde noticiou, o aumento foi de aproximadamente 8,7% em relação ao antigo valor, de R$ 5,75. O presidente da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), Fabrício Bianchi, justificou o reajuste devido ao custo que o sistema tem em Londrina, aliado a investimentos que as concessionárias são obrigadas a fazer na frota por força de contrato.
O último reajuste da tarifa ocorreu em 1º de janeiro de 2024, último ano do governo de Marcelo Belinati (PP), saltando de R$ 4,80 para os atuais R$ 5,75. No dia 30 de dezembro do mesmo ano, Belinati decretou a manutenção da tarifa do usuário, mas aumentou a tarifa técnica paga às concessionárias. Isso elevou os custos do subsídio que a prefeitura paga sobre a tarifa para cerca de R$ 175 milhões, disse Bianchi.
O município deve ter protestos contra o aumento da tarifa de ônibus no fim do mês. Um integrante de um grupo engajado no assunto procurou a reportagem para anunciar que o ato será organizado no dia 30 de janeiro. Até o momento, os locais não foram definidos e devem ser anunciados nos próximos dias.
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