O LEC (Londrina Esporte Clube) tem uma dívida total de R$ 44 milhões, segundo dados do painel da ANRSEF (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol). O Tubarão ocupa a 32ª posição entre os 40 clubes das Séries A e B listados e tem o 14º maior endividamento entre os participantes da Série B de 2026.
Do total, R$ 1,9 milhão corresponde a dívidas de curto prazo, com vencimento previsto, em geral, nos próximos 12 meses. Os R$ 42,1 milhões restantes são compromissos de longo prazo. Entre os clubes da Série B, o Londrina tem a segunda menor dívida de curto prazo, atrás apenas do CRB, com R$ 300 mil.
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O levantamento também indica que o Tubarão está entre as sete equipes da Série B que não declararam pendências vencidas com atletas e funcionários, outros clubes ou o poder público. Além do Londrina, aparecem na lista Athletic, Botafogo-SP, CRB, Juventude, Novorizontino, Operário e São Bernardo.
As outras 13 equipes da competição registram algum tipo de atraso. No caso de salários de atletas e funcionários, as pendências envolvem América-MG, Atlético-GO, Avaí, Ceará, Criciúma, Cuiabá, Fortaleza, Náutico, Ponte Preta, Sport e Vila Nova.
Patrimônio líquido negativo
No fim de 2025, o Londrina tinha R$ 29 milhões em bens e direitos, registrados no ativo do balanço. Apesar disso, o patrimônio líquido do clube era negativo em R$ 31 milhões. O indicador representa a diferença entre os ativos e as obrigações contabilizadas no passivo, incluindo receitas recebidas antecipadamente.
O painel registra ainda R$ 15 milhões em receitas antecipadas, provenientes de adiantamentos de patrocínios, direitos de transmissão e outros contratos. Esses valores são apresentados separadamente na composição da dívida total, mas entram no cálculo do patrimônio líquido.
A maior parte do endividamento do Tubarão está concentrada em associações, sócios ou empresas ligadas ao clube. São cerca de R$ 23 milhões, o equivalente a 52% do total. Outros R$ 20 milhões, ou 45%, correspondem a empréstimos, financiamentos e demais contas. Já as obrigações trabalhistas, os impostos e os parcelamentos fiscais somam R$ 1,3 milhão, aproximadamente 3% da dívida.
Recursos cobrem dívidas de curto prazo
Apesar dos R$ 44 milhões em débitos, o Londrina apresentava recursos suficientes para cobrir as obrigações financeiras com vencimento no curto prazo. O clube tinha R$ 2 milhões em ativos circulantes, como dinheiro em caixa e valores a receber, diante de R$ 1,9 milhão em dívidas nessa categoria.
A cobertura era de 107%. Na prática, isso significa que o Tubarão dispunha de R$ 1,07 em recursos circulantes para cada R$ 1 em dívida de curto prazo.
Sport lidera dívidas na Série B
Entre os participantes da Série B de 2026, o Sport tem a maior dívida total, com R$ 324 milhões. Na sequência aparecem Náutico, com R$ 291 milhões, e Fortaleza, com R$ 276 milhões.
Considerando apenas os compromissos de curto prazo, o Fortaleza lidera, com R$ 217 milhões, seguido por Sport, com R$ 184 milhões, e Ceará, com R$ 125 milhões. Mesmo com a segunda maior dívida total, o Náutico registra cerca de R$ 30 milhões em débitos com vencimento nesse período. Na outra ponta, o CRB tem a menor dívida total entre os clubes da Série B, com R$ 900 mil.
O painel aponta ainda que seis equipes da competição estão em recuperação judicial ou possuem plano de credores. América-MG, Ceará e Ponte Preta têm plano de credores. Avaí, Náutico e Sport estão nas duas situações.