O LEC (Londrina Esporte Clube) estuda implementar, no futuro, a biometria facial como método de acesso dos torcedores ao estádio. A tecnologia é uma exigência da CBF para clubes da Série A e, gradualmente, vem sendo adotada pelas principais arenas do país. O clube projeta adotar o sistema a longo prazo, para não ser surpreendido por exigências futuras.
A diretoria entende, porém, que a implantação imediata poderia gerar falhas e atrasos no acesso. O processo exige uma temporada de testes antes de ser colocado em prática em definitivo.
Caso o sistema seja adotado inicialmente no estádio VGD (Vitorino Gonçalves Dias), que será a casa do Tubarão na Série B, o Londrina poderá estendê-lo ao estádio do Café. Com a biometria, a capacidade atual, de cerca de 19 mil torcedores, poderia ser ampliada futuramente. Para a final do Campeonato Paranaense, sábado (7), contra o Operário, a lotação do estádio segue limitada porque o local não dispõe do equipamento. Pela legislação, arenas com mais de 20 mil lugares precisam obrigatoriamente da tecnologia.
“A biometria facial é um caminho inevitável para todos os clubes. A implantação é gradual e exige uma temporada inteira de transição. É um processo muito tecnológico e, por isso, precisamos de um trabalho educacional forte com o torcedor”, afirmou a gerente comercial do Londrina, Natália Cotrim, em entrevista à Paiquerê 91,7. Ela explicou por que o clube não buscou implementar o sistema para ampliar a capacidade já na final de sábado.
“Haveria ruído na comunicação no momento do acesso. O torcedor poderia não conseguir entrar. Não é algo possível de uma semana para outra. Já temos estudos e caminhamos para a biometria, mas a longo prazo. É inviável cadastrar quase 20 mil pessoas em tão pouco tempo, mesmo com uma força-tarefa”, reforçou.
Cotrim também descartou a abertura de lotes extras para a decisão. “Trabalhamos com o limite do estádio. O laudo de segurança estabelece a capacidade máxima, conforme a Lei Geral do Esporte. Dividimos a carga de ingressos com prioridade ao sócio-torcedor inicialmente, e precisamos cumprir isso. Não há possibilidade de abrir novos lotes”, afirmou.
Operação especial
A final contra o Operário deve levar ao Café o maior público desde 2018, e o clube prepara uma operação especial para evitar atrasos e tumultos. Os portões serão abertos às 14h, duas horas antes da bola rolar.
“Estamos nos preparando para receber bem o torcedor. O ideal é que todos cheguem cedo. Quem comprou ingresso de meia-entrada deve levar documentos, e crianças que retiraram ingresso no VGD também precisam de identificação. Abriremos a entrada do kartódromo e a entrada principal, todas com estrutura reforçada. Teremos mais de 50 profissionais para validar os ingressos e agilizar o fluxo”, explicou Cotrim.
Haverá também alterações no trânsito. “Em conjunto com os órgãos de segurança, vamos realizar um bloqueio na avenida Henrique Mansano, da praça até a altura dos vestiários, para reduzir o cruzamento entre torcidas e melhorar a circulação na região”, disse.
O Londrina reforça ainda que torcedores do clube não devem comprar ingressos para o setor visitante. A medida é de segurança. “Não há como mudar: o ingresso visitante dá acesso apenas ao setor visitante. Se o torcedor tentar entrar em outro local, a catraca não libera. Além disso, o torcedor do Londrina que adquirir ingresso para esse setor não poderá entrar usando cores do clube. É um alinhamento feito com a Polícia Militar e a Guarda Municipal para garantir a segurança de todos”, completou.