Londrina

Londrina prevê soltar mais de 1 milhão de 'wolbitos' por semana

27 out 2026 às 17:25

A Prefeitura de Londrina prevê soltar mais de 1 milhão de mosquitos com a bactéria Wolbachia por semana para combater a dengue, a zika e a chikungunya. Conhecidos como “wolbitos”, os insetos têm a capacidade de reduzir a transmissão dessas doenças e serão distribuídos em 47 bairros da cidade ao longo de aproximadamente seis meses.


Seis equipes da Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde atuam de terça a sexta-feira na soltura dos mosquitos. A operação prevê visitas semanais a 3.890 pontos definidos previamente, com o objetivo de ampliar a presença dos insetos com Wolbachia na área urbana.


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Os mosquitos são produzidos em um núcleo mantido pela Prefeitura de Londrina, que também fornece os insetos para o projeto em Cambé (Região Metropolitana de Londrina). A iniciativa é financiada pelo Ministério da Saúde e coordenada pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).


Segundo o gerente da Vigilância Ambiental de Londrina, Nino Ribas, esta é a segunda etapa do projeto no município e deve ampliar a cobertura para praticamente toda a área urbana. Nos bairros atendidos na primeira fase, a presença de mosquitos com Wolbachia chega a 85%, conforme o gestor.


A tecnologia complementa outras medidas de combate às doenças, como o monitoramento de armadilhas, as visitas domiciliares e a fiscalização de pontos estratégicos.


Moradores reforçam cuidados contra a dengue


A primeira soltura desta etapa ocorreu na manhã desta terça-feira (27), no Jardim Tokio, zona oeste de Londrina. Moradores receberam a iniciativa com expectativa de redução dos casos, mas afirmaram que manterão os cuidados para evitar água parada.


As amigas Anézia Francisca Cruz e Maria Rosângela da Silva Gabriel relataram que agentes de saúde visitam o bairro com frequência e que a atenção aos quintais continuará. A filha de Anézia já teve dengue duas vezes.


“Eu troco a água dos gatinhos e lavo tudo com água sanitária. E água parada no quintal não deixo. Se tiver algum plástico, eu tiro, jogo fora”, contou Anézia.


Maria Rosângela também afirmou que mantém os cuidados em casa, mesmo tendo muitas plantas. O marido dela, Carlos Gabriel, elogiou o trabalho dos agentes de saúde e demonstrou esperança com a nova tecnologia.


“E com essa tecnologia vai ajudar muito. Eu espero que daqui mais uns tempos não haja mais esse mosquito da dengue para nos picar e levar muita gente às UPAs”, disse.


Soltura seguirá rotas por seis meses


O agente de endemias Rodolfo Ramos explicou que as equipes seguem rotas predefinidas, que serão repetidas durante os seis meses do projeto. A distribuição ocorre em diferentes regiões da cidade ao longo da semana.


Segundo ele, a Wolbachia é mais uma ferramenta no combate à dengue, à zika e à chikungunya, mas a colaboração dos moradores continua necessária.


A orientação é verificar os quintais pelo menos uma vez por semana e eliminar recipientes que possam acumular água da chuva, como lonas, pneus e materiais descartados.

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