O coordenador do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no Paraná, Leonir Batisti, classificou o esquema de cobrança de propina e fraudes na Receita Estadual de Londrina como "rede de corrupção" que pode ter se espalhado para outras regiões do Estado.
Na manhã desta sexta-feira (20), o Gaeco cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em Londrina e outras nove cidades no Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro durante a operação Publicano.
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"A corrupção é um fenômeno que se espalha. A investigação está concentrada na Receita Estadual de Londrina, entretanto, isso não impede que empresários de outros lugares também se aproveitem. Por exemplo, transporte de mercadorias com controle de imposto de um estado para o outro e créditos que o Estado permite para abatimento de imposto no Paraná. Então isso explica que, eventualmente, haja o envolvimento de empresas de outras cidades", afirmou durante entrevista coletiva na sede do Gaeco em Londrina.
Batisti informou que as fraudes ocorrem com a falsificação de notas fiscais e outros documentos com empresas montadas com "testas de ferros", o que prejudica o fisco, bancos e empregados.
Os valores que envolvem as fraudes e pagamento de propinas ainda não foram confirmados, mas o coordenador do Gaeco acredito que o montante é "grande devido ao longo período" de atuação do esquema. "Essas apreensões de documentos realizada nesta sexta-feira podem permitir uma estimativa e até confirmação de valores", acrescentou.