Londrina não conta mais com os totens de segurança da GM (Guarda Municipal) que estavam espalhados em locais estratégicos de Londrina desde 2023, que objetivavam prevenir e inibir ações criminosas. As últimas estruturas foram retiradas na sexta-feira (9), com a Prefeitura almejando economia aos cofres públicos com o novo modelo de videomonitoramento que será instalado, com foco em zeladoria e segurança por meio de câmeras com (IA) Inteligência Artificial.
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Os doze totens possuíam tecnologia de reconhecimento facial, seis câmeras e Botão de Emergência, que podiam ser acionados pela população para chamar a Guarda. A Helper Tecnologia era a responsável pela oferta e manutenção do serviço, com custo anual de R$ 2,4 milhões à Defesa Social. Os dois primeiros dispositivos foram desativados em abril de 2025, com os dez restantes removidos ao longo da semana passada.
O acordo entre a terceirizada e a CTD (Companhia de Tecnologia e Desenvolvimento) findou em junho, com o município acatando a proposta da Helper de arcar com todos os custos pelos próximos seis meses, que almejava a formalização de um novo contrato definitivo. Mesmo assim, a parceria foi encerrada derradeiramente em dezembro.
Câmeras inteligentes
O presidente da Londrina Iluminação Renan Salvador explicou que o antigo formato de operação dos dispositivos não está alinhado ao projeto de Cidades Inteligentes em implantação pela gestão do prefeito Tiago Amaral (PSD). O novo modelo prevê a expansão do monitoramento por câmeras com inteligência artificial instaladas em postes de iluminação pública e em próprios municipais, como escolas e UBSs (Unidades Básicas de Saúde), almejando maior cobertura territorial, escalabilidade tecnológica e integração com sistemas modernos de análise e resposta, incluindo a GM para o monitoramento 24 horas.

“Nós vamos replicar a tecnologia usada nos totens nas outras câmeras instaladas no município. O exemplo que eu dou é de uma praça, nós colocamos um totem e fica com um ponto fixo. A estratégia é que a gente dissipe as câmeras ao perímetro da praça, e não somente naquele ponto, para que a praça inteira esteja coberta”, informou Salvador.
Um estudo técnico está sendo realizado para definir os locais de instalação, levando em conta o tamanho de ruas, onde o índice de criminalidade é maior e o fluxo de pessoas. Londrina já conta com mais de 600 câmeras de monitoramento “antigas” em operação, divididas entre vias urbanas, prédios públicos e zonas rurais. O presidente disse que com o novo projeto, uma “expectativa macro” é saltar para 5 mil câmeras, com uma cobertura geral em toda a cidade até o fim da gestão de Tiago Amaral, em 2028.
Zeladoria com ‘custo reduzido’
A implantação dos dispositivos em postes dentro de “caixinhas” do Londrina On - plataforma de multiatendimento da prefeitura - vai começar nos próximos dias. Por meio de reconhecimento facial, poderão identificar pessoas desaparecidas e foragidas, ou ainda um espaço público com mato alto e lixo excessivo, “e já vamos disparar a equipe para que aquela situação não perdure muito tempo”, garantiu o presidente.
No âmbito do trânsito e da mobilidade urbana, as câmeras prometem ser úteis na contagem de veículos e pessoas, formando uma base de dados que será usada para melhorias na gestão de fluxo.
O projeto de monitoramento ocorre em parceria com o Governo do Estado, que aposta na integração de tecnologias de IA ao sistema estadual de videomonitoramento por meio do Programa Olho Vivo. Em Londrina, a prefeitura está buscando uma possível realocação de recursos municipais e buscando parcerias com os governos estadual e federal, com Salvador informando que os valores serão gradativos. “A ideia é que a gente tenha atas de registro de preço para que, conforme o recurso chegue, a gente vá implantando na cidade”.
Ainda não há previsão de custo, mas Salvador garantiu que o valor será menor do que os R$ 2,4 milhões pagos à Helper Tecnologia anualmente para manter os antigos totens de segurança.