Londrina

Mantenedoras de CEIs filantrópicos de Londrina vão pedir reunião com a prefeitura

05 jun 2025 às 15:59

As entidades mantenedoras dos Centros de Educação Infantil filantrópicos devem convocar uma reunião com a Prefeitura de Londrina para discutir a situação dos CEIS e todo o movimento paredista por parte dos professores, que exigem uma reposição salarial. O assunto foi discutido em uma conversa de representantes das entidades junto ao Sinpro (Sindicatos dos Profissionais das Escolas Particulares de Londrina e Norte do Paraná), que representa os docentes, na manhã desta sexta-feira (05).


Professores das creches filantrópicas entraram em greve no dia 13 de maio, reivindicando reajuste salarial.No dia 18, o Tribunal de Justiça determinou a suspensão da greve.


A reunião foi convocada pelas entidades e durou cerca de duas horas. A conversa contou com a presença de cerca de 30 entidades, representando 52 das 72 creches filantrópicas da cidade. Durante a reunião, os participantes receberam um recado por mensagem dizendo que a Prefeitura teria aceitado fazer o repasse de 6,5% à categoria, incluindo já os 4,77% respectivos à inflação. Nesse cenário, os professores teriam um ganho real de 1,73%. Questionado se aceitaria o reajuste pelas entidades, o presidente do Sinpro, André Cunha, afirmou que em nenhum momento recebeu alguma proposta com esse índice e que não aceitaria o índice.


Como resultado da reunião, o presidente pontuou que as entidades concordaram em, junto ao Sinpro, pressionar a Prefeitura em busca de uma solução para o problema. Para isso, será solicitada uma reunião com a Prefeitura, com a presença dos secretários de Gestão Pública, Leonardo Carneiro, e de Fazenda, Éder Pires, assim como do Sinpro e dos sindicatos patronais que queiram participar. “Isso para que, finalmente, a Prefeitura apresente uma solução financeira para a questão”, explica.


Em relação aos 6,5%, Cunha garante novamente que o sindicato não recebeu nenhuma proposta com esse índice de reposição, afirmando ser um valor “inaceitável”. Segundo ele, o Sinpro já tem uma proposta de reposição de 9,77% para este ano e de 10% para 2026 e 2027, além da inflação, assinada pelos dois sindicatos patronais: o Secraso e o Sinibref.


“O que nós nos comprometemos hoje é: tendo a sinalização de que a proposta financeira deste ano seja garantida nos moldes que nós estabelecemos, o Sinpro convoca uma assembleia para que a categoria delibere se aceita manter a situação do ano que vem, de 2026 e 2026, ainda em definição e uma futura negociação”, detalha. Na prática, o sindicato não deve convocar uma assembleia caso um índice superior a 6,5% não seja oferecido pelo município.


Em relação à reunião com as entidades, André Cunha destacou que o diálogo mostra que eles fazem parte de uma mesma moeda.


Ao final da reunião, a situação parecia ter chegado a um consenso. Entretanto, em conversa com representantes das entidades, o resultado do encontro e o tema da reunião com a Prefeitura foram divergentes. Para Rafaela Pacheco Vetori, diretora do CEI Milton Gavetti, o objetivo da reunião é mostrar que a maioria das entidades está junto com os professores e com o Sinpro. “Nós vamos conscientizar a prefeitura de que nós não podemos dar nenhum repasse com o nosso recurso”, afirma, ressaltando que os CEIs já sobrevivem com apoio de doações da comunidade.


“Nós vamos repassar condicionado ao que a prefeitura nos repassar”, afirma, ressaltando que as entidades estão ao lado do Sinpro pela melhoria no salário dos professores. “Uma prova disso é essa reunião. Quem está junto e quer solucionar o problema, veio”, reforça, destacando ainda que, se preciso for, vão “partir para a briga”.


Por outro lado, há quem viu a reunião de uma maneira diferente. Magna Regina Almeida, gestora da Associação Clube de Mães, afirmou que, no encontro com o Sinpro, nada foi decidido e que a reunião com a prefeitura era algo que já vinha sendo cogitado. Entretanto, ela garante que as entidades, após a conversa, assumiram a responsabilidade de falar direto com a prefeitura, sem intermédio dos sindicatos. Segundo ela, além do reajuste do valor per capita por estudante, outros assuntos também devem ser tratados com o município, como a contratação de mais professores e a compra de materiais pedagógicos, por exemplo.

Apesar disso, ela garante que as entidades “não estão ao lado do Sinpro” e que “não vão comprar a briga de ninguém”.


A reportagem entrou em contato com a assessoria da prefeitura e aguarda retorno.


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