A Regional Planejamento e Construções Civis, empresa licitada para a reconstrução do Teatro Ouro Verde, conseguiu a permissão para dar continuidade às obras. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) concedeu o desembargo na tarde desta terça-feira (21), após visita ao canteiro de obras. O local estava interditado desde o dia 29 de setembro.
O MTE havia constatado problemas em relação aos equipamentos de segurança utilizados para os serviços acima de dois metros de altura. Além disso, o órgão exigiu cálculos matemáticos complexos e a implantação de linhas de vida próximo ao palco do teatro.
De acordo com José Pedro da Rocha, engenheiro responsável pela obra, os auditores aceitaram as justificativas apresentadas pela empresa e liberaram os serviços na estrutura metálica. "O Ministério deu prioridade ao nosso protocolo, por tratar-se de um patrimônio cultural. Os fiscais foram ontem ao local para conferir a resolução das pendências", explica.
No entanto, os funcionários que trabalhavam na construção da estrutura metálica foram liberados na semana passada. "Eu acreditava que o desembargo fosse demorar meses e acabei dispensando os trabalhadores", justifica. Após o parecer favorável do órgão, Rocha já convocou os trabalhadores a fim de retomar os serviços. "Não há previsão de volta porque, neste momento, eles estão prestando serviços em outros locais, como Mato Grosso e região de Apucarana. Temos que aguardar", diz.
A exibição dos cálculos matemáticos exigida pelo MTE foi questionada pela Regional Engenharia. "Os auditores entenderam a complexidade do pedido. Normalmente, as empresas de Londrina fazem a demonstração de forma mais simplista", acrescenta. As linhas de vidas também foram implantadas.
Apenas uma restrição permanece no relatório do MTE, referente ao guarda-corpo. Entretanto, Rocha garante que o problema será sanado e, por enquanto, não deve atrapalhar o andamento dos trabalhos. "O equipamento foi necessário para o início da montagem e, no momento, não estamos utilizando-o", esclarece.
A paralisação das obras deve afetar o cronograma final de entrega do prédio em pelo menos um mês.