O Museu de Arte de Londrina vai ser aberto ao público nesta quarta-feira (1°) após cinco anos fechado. A obra foi entregue em dezembro, mas somente agora o prédio, que é tombado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), vai começar a receber visitantes. O investimento foi de cerca de R$ 2,1 milhões.
Para celebrar a abertura, o Museu de Arte de Londrina vai receber parte do acervo do MUPA (Museu Paranaense), o museu mais antigo do Paraná e o terceiro do Brasil. A informação foi confirmada pela secretária estadual da Cultura, Luciana Casagrande, em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira.
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A vinda do MUPA para Londrina integra o projeto de descentralização dos equipamentos culturais geridos pelo governo, sendo que o acervo deve ir para outras regiões do estado a cada seis meses. "A ideia é transitar com o acervo pelo estado todo", afirma. Segundo ela, são oito museus-satélites espalhados pelas macrorregiões do Paraná e que devem receber parte do acervo do MUPA e de outros equipamentos culturais antes concentrados apenas em Curitiba.
Assim como o Museu de Arte de Londrina, parte do acervo do MUPA, doado pelo etnólogo Vladimir Kozák, também é tombado pelo IPHAN. “É o acervo dos paranaenses, então que ele possa estar disponível à população”, afirma.
A ideia é que depois de seis meses, quando o acervo do MUPA migrar para outra região do Paraná, que Londrina receba a coleção do Museu da Imagem e do Som e, depois, do Museu de Arte Contemporânea. “Isso permite que a população possa usufruir desse rico acervo que nós temos”, aponta.
Sem dar muitos detalhes das peças que estarão presentes na exposição, a secretária afirma que é um “recorte” do acervo muito especial e que foi escolhido pela curadoria do museu. “Quando você entrar na exposição, você já sente a emoção que ele te entrega”, afirma, citando que há um pouco de tudo: objetos, vídeos, obras bidimensionais, entre outros. “Foi tudo escolhido com muito carinho e cuidado para que pudéssemos ter todos os formatos”, garante.
Em relação à reabertura ao público do Museu de Arte de Londrina, Luciana Casagrande afirma que é um privilégio a cidade ter uma obra de Vilanova Artigas, considerado um ícone da arquitetura brasileira. “Não adianta nada a gente ter um edifício tombado sem uso, sem alma. O que mantém a alma é o uso”, reforça.
ATRAÇÕES ESPECIAIS
O secretário de Cultura de Londrina, Marcão Kareca, ressalta a importância que o prédio tem, por toda a sua história, além de ser um espaço voltado à educação, já que conta com mais de 700 livros sobre os mais variados assuntos relacionados à cultura. “Ele agrega também coleções de artistas que são doações. Essas pessoas confiaram e continuam confiando em depositar a sua arte e cultura dentro do museu”, afirma.
A partir das 19h, o público terá uma programação cultural especial, com apresentações do violonista Natanael Fonseca, da Orquestra de Câmara Solistas de Londrina, e do Coro Voz Viva, além de duas exposições com obras do próprio acervo do Museu de Arte de Londrina e do Museu Paranaense e o lançamento do documentário “Londrina, a Cidade Moderna de Artigas”.
Com a inauguração oficial, o museu vai abrir de segunda a sexta-feira, das 11h às 17h, e, de acordo com o secretário, também vai funcionar dois sábados por mês, o que ajuda a movimentar o comércio no centro de Londrina.
Ao todo, foram investidos mais de R$ 2,1 milhões na restauração do museu, sendo R$ 1 milhão por meio da Lei Aldir Blanc, R$ 420 mil de emenda parlamentar do deputado federal Padovani (PL) e o restante corresponde à contrapartida do município. Ele explica que todo o gradil foi refeito, assim como a jardinagem, além de que foram instalados aparelhos de ar condicionado, um sistema de para-raio, uma nova iluminação, entre outras melhorias.
“O prédio foi mantido na sua originalidade, mas adaptado à modernidade, segurança e conforto”, afirma. Kareca afirma que um edital vai ser aberto para que o museu retome os grandes eventos, como a festa nordestina, a festa sertaneja e a da lua. As propostas vão passar por uma comissão curatorial, que vai avaliar e dar o aval para que os projetos saiam do papel. Além disso, segundo ele, a pasta também vai fazer uma licitação para instalar um restaurante no museu.