Equipamento icônico e afetivo
Para a diretora de Ação Cultural da SMC, Maria Luisa Alves Fontenelle, mais do que uma reabertura institucional, o momento simboliza o reencontro da cidade com um espaço dedicado à arte e à produção cultural, instalado em uma edificação icônica da arquitetura modernista e marcada pela memória afetiva dos londrinenses. “A expectativa da equipe do museu é que o local volte a ser espaço de fruição e formação cultural, frequentado por artistas, estudantes, pesquisadores, e pelo público em geral, tornando-se novamente um ambiente vivo de criação, aprendizado e diálogo entre diferentes gerações. O Museu de Arte de Londrina tem como compromisso ser um lugar aberto à diversidade cultural, à reflexão e à participação da sociedade”, enfatizou.
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Antecedendo a inauguração, no período preparatório, a equipe do Museu trabalha na organização das instalações para o retorno do acervo de obras de arte e da Biblioteca Especializada em Arte “Francisca Campinha Garcia Cid”, garantindo que o espaço esteja pronto para receber novamente artistas, pesquisadores, estudantes e visitantes.
Novas propostas em 2026
Em 2026, o Museu de Arte de Londrina apresenta novas propostas de programação e participação cultural, ampliando as possibilidades de uso do espaço pela população e pelos artistas da cidade. Entre as iniciativas, está estruturada uma Comissão Curatorial, responsável por contribuir com o desenvolvimento da política curatorial e de acervo e pela construção da agenda anual de atividades do museu. O grupo reúne representantes de instituições culturais e acadêmicas, incluindo a Divisão de Artes Plásticas da Universidade Estadual de Londrina (UEL), o Museu Histórico de Londrina, o Museu do Café do Sesc Cadeião Cultural, além de representantes da Secretaria Municipal de Cultura e do artista plástico Agenor Evangelista.
Outro avanço importante é a implantação da política de ocupação do espaço baseada em editais públicos, permitindo que artistas, coletivos culturais, educadores e agentes culturais apresentem propostas de exposições, cursos, oficinas, palestras e outras atividades. A iniciativa reforça o caráter democrático do museu, abrindo suas portas para múltiplas linguagens, públicos e expressões artísticas.
O Museu de Arte também continuará desenvolvendo programas já consolidados e reconhecidos pelo público, como o Museu Educativo, que oferece visitas mediadas, contação de histórias e atividades arte-educativas, especialmente voltadas a escolas e grupos interessados. Além deste, também terá continuidade o Museu de Arte em Diálogos, que promove encontros, entrevistas e registros da trajetória de artistas do acervo.
Em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura, Londrina receberá ainda o programa “Satélites de Museus”. A inciativa trará à cidade uma exposição itinerante com obras do acervo do Museu Paranaense, fortalecendo a circulação cultural e o intercâmbio entre instituições museológicas.
Além disso, o Museu de Arte de Londrina poderá receber ações e projetos, ampliando a parceria com a sociedade e incentivando a realização de atividades culturais em seus espaços. Há ainda a previsão futura de implantação de um café cultural, que será viabilizado por meio de processo licitatório.
O Museu de Arte de Londrina passou recentemente por uma ampla restauração. O valor total das obras foi de R$ 2,1 milhões, com R$ 1 milhão advindo da Lei Aldir Blanc, do governo federal, mais R$ 420 mil por meio de uma emenda parlamentar do deputado federal Padovani, e o restante investido como contrapartida pelo Município de Londrina.
(Com informações da N.Com)