Londrina

Nova regra para power banks altera rotina no Aeroporto de Londrina

12 jun 2026 às 10:39

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) endureceu as normas para o transporte de carregadores portáteis, os chamados power banks, em aeronaves. A medida, oficializada pela Instrução Suplementar nº 175, impacta diretamente o fluxo no Aeroporto de Londrina, onde a administração estima que um a cada cinco passageiros carrega o dispositivo na bagagem.


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O terminal paranaense instalou alertas visuais na entrada do embarque para orientar os usuários sobre as restrições, e, de acordo com as novas diretrizes, os equipamentos não podem ser despachados de forma alguma. A única opção agora é levá-los na bagagem de mão, desde que respeitados os limites de potência baseados em Watt-hora (Wh).


"Tá mas por que a Anac impôs essa nova diretriz?". Bem... a mudança regulatória foi motivada por dois incidentes graves recentes, relacionados ao superaquecimento de baterias de íon de lítio. O primeiro caso ocorreu em agosto de 2025, quando um carregador portátil pegou fogo no compartimento de bagagens em uma rota internacional entre São Paulo e Amsterdã.


O segundo episódio aconteceu em janeiro deste ano, em um voo doméstico que partiu da capital paulista com destino a Brasília. Na ocasião, a explosão de um power bank forçou a aeronave a realizar um pouso de emergência no município de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.


Limites de capacidade


Até 100 Wh: permissão para o embarque de até duas unidades por passageiro.

Entre 101 Wh e 160 Wh: liberação condicionada à avaliação prévia da companhia aérea

Acima de 160 Wh: proibição total, exigindo o descarte do item ou tratativa com a empresa aérea.


O Supervisor de Operações e Segurança do Aeroporto de Londrina, Cícero Valente, esclarece que os viajantes precisam retirar os aparelhos das bolsas durante a inspeção de raio-X. O procedimento visa facilitar a fiscalização por parte dos Agentes de Proteção da Aviação Civil (APACs), que analisam as especificações técnicas de cada dispositivo antes da liberação.


A proibição do despacho desses componentes em malas porões vigora desde 2016 internacionalmente, mas a Anac considerou necessário limitar também o volume transportado na cabine. A recomendação dos operadores aeroportuários é que os passageiros consultem os sites oficiais das companhias aéreas para checar a potência de seus eletrônicos antes de se dirigirem ao terminal, evitando a perda do produto no momento do embarque.


(Com informações da assessoria de imprensa do Aeroporto de Londrina.)

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