Com o objetivo de combater o comércio e a distribuição de cosméticos irregulares e sem registro sanitário, o MPPR (Ministério Público do Paraná), por meio do Núcleo Regional de Londrina do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), deflagrou nesta quinta-feira (16) a segunda fase da Operação Dalila. A ação conta com apoio técnico e operacional da Vigilância em Saúde do Município.
Ao todo, são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela 5ª Vara Criminal de Londrina. Os alvos são imóveis residenciais, comerciais e guarda-volumes ligados a um dos investigados, locais que, segundo o Gaeco, eram utilizados para armazenar estoques clandestinos e dificultar a fiscalização sanitária.
LEIA MAIS:
- Trânsito segue liberado na Rua Raja Gabaglia nesta quinta-feira, apesar de bloqueio anunciado
- Programa terá 26 cursos de qualificação profissional para mulheres em Londrina
As investigações apontam que produtos como colas para cílios, bases e fixadores de maquiagem tinham origem desconhecida, eram vendidos com rótulos falsificados e não possuíam o registro obrigatório da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Conforme o Ministério Público, os cosméticos eram distribuídos em larga escala, principalmente por plataformas de comércio eletrônico, oferecendo riscos à saúde de profissionais da área da beleza e consumidores.
A operação é um desdobramento da primeira fase da Operação Dalila, realizada em outubro de 2025. Os investigados poderão responder por crimes como falsificação, adulteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais, associação criminosa e infrações contra as relações de consumo.