A OPC (Orquestra Popular Camponesa) participa, pela segunda vez, do FIML (Festival Internacional de Música de Londrina), um dos principais eventos de formação musical da América Latina. Nesta edição, o projeto reúne uma delegação de 10 integrantes, entre gestores, educadores, monitores e alunos de Londrina, Cascavel (Região Oeste) e Porecatu (Região Metropolitana de Londrina).
Entre os participantes estão três jovens de assentamentos e acampamentos do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), que integram as atividades pedagógicas e artísticas do festival.
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Durante a programação, sete representantes da OPC participam do curso de Ensino Coletivo de Música de Orquestra, ministrado pela violinista venezuelana Carla Rincón. A formação é voltada ao aperfeiçoamento de metodologias para o ensino coletivo de instrumentos de cordas, conhecimentos que serão aplicados nos quatro núcleos do projeto, em Londrina (Assentamento Eli Vive), Porecatu (Acampamento Herdeiros da Luta de Porecatu), Arapongas (Assentamento Dorcelina Folador) e Cascavel (Assentamento Valmir Motta). Ao todo, são responsáveis pelo atendimento de cerca de 250 crianças e adolescentes em comunidades da Reforma Agrária no Paraná.
Outro destaque é a presença de três alunas da Orquestra Popular Camponesa na Orquestra Social do Festival, iniciativa que reúne estudantes de projetos sociais do Brasil e do exterior para uma experiência intensiva de prática orquestral. Após cinco dias de ensaios, o grupo sobe ao palco no concerto de encerramento do FIML, no Teatro Ouro Verde.
Segundo o coordenador da OPC, Igor de Nadai, a participação no festival representa uma oportunidade de ampliar o acesso à formação musical de excelência. "O ensino de música de alto nível já é raro nas periferias urbanas e, no meio rural, essa realidade é ainda mais distante. Ver nossos jovens aprendendo com grandes professores e se apresentando no palco do Teatro Ouro Verde é motivo de orgulho", afirma.
Criada para oferecer aulas gratuitas de música a crianças, adolescentes e jovens de assentamentos e acampamentos. O projeto recebe apoio da Secadi/MEC (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão), por meio do Pronacampo e do IFPR (Instituto Federal do Paraná), além do Promic (Programa Municipal de Incentivo à Cultura), em Londrina.