Londrina

Pedágio da PR-445 pode bancar pavimentação, sinaliza Kireeff

24 mar 2015 às 15:35

O prefeito Alexandre Kireeff (PSD) usou o Facebook na manhã desta terça-feira (24) para esclarecer dúvidas relacionadas ao projeto apresentado por ele na última semana, que prevê a duplicação de trecho da PR-445 localizado entre Londrina e Mauá da Serra. O Executivo tem a intenção de emprestar cerca de R$ 210 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) ou do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para executar as obras. Antes disso, no entanto, a prefeitura precisa de uma autorização do Governo do Estado para assumir a gestão do trecho a ser duplicado. No Facebook, o chefe do Executivo esclareceu que o município não pode, simplesmente, emprestar a verba milionária para reformar o asfalto das ruas e avenidas de Londrina. De acordo com ele, o dinheiro proveniente do empréstimo vai precisar ser pago depois. "No caso de uma duplicação, o financiamento pode ser pago com o pedágio municipal. E tem mais, o eventual lucro deste pedágio municipal ficaria todo para o município e não para uma empresa particular. Ficando a cargo do município, (o pedágio) poderia gerar recursos, quem sabe, para investirmos em pavimentação asfáltica em outros locais da cidade ou nas próprias estradas rurais", sinalizou Kireeff.

A chamada Delegação de Competência pedida por Kireeff ao Governo do Estado pode transferir a administração do trecho da PR-445 para a Prefeitura de Londrina por até 25 anos. De acordo com estudos preliminares, o município precisaria de doze anos e meio para quitar o empréstimo milionário, caso revolva cobrar R$ 5 de pedágio. No período restante de concessão, o poder público municipal utilizaria os recursos recebidos através da tarifa para realizar investimentos em outras áreas, entre elas a pavimentação.


O prefeito afirmou que "passou da hora" da rodovia ser duplicada. "Não tem cabimento a segunda maior cidade do estado ter seu acesso à Rodovia do Café feito por uma via simples e perigosa como é a PR 445", argumentou. Ele também lembrou que o Governo do Estado não tem condições financeiras de custear a obras descartou a possibilidade do firmamento de uma Parceria Público-Privada (PPP) com uma empresa para que a duplicação seja realizada.


Kireeff concluiu dizendo que a proposta dele depende da autorização do Governo Estadual, da aprovação de leis na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e na Câmara Municipal de Londrina, da obtenção de financiamentos, da elaboração de projetos e da licitação e execução das obras.

O município estima conseguir 'vencer' todas as etapas listadas pelo prefeito em até três anos e meio.


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