O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, tem até o início de setembro para responder o Ministério Público sobre os recursos que serão liberados para reconstruir o posto de saúde da Vila Fraternidade, zona leste. Em entrevista à reportagem, Machado afirmou que a demolição do imóvel, há cerca de quatro anos, "foi feito de forma equivocada". Para reerguer a unidade básica, a primeira de Londrina, a prefeitura, ainda na gestão de Alexandre Kireeff, elaborou um orçamento de R$ 1,1 milhão, com R$ 650 mil captados junto ao governo estadual.
Conforme o secretário, a administração municipal revogou a obra porque não conseguiu viabilizar o dinheiro que faltava. "Desde então, estamos buscando reverter isso, mas é preciso um aporte financeiro de R$ 500 mil, o que, pelo menos por enquanto, é inviável", disse. Machado também lembrou que a reconstrução da UBS não foi incluída no orçamento para este ano.
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"Estamos fazendo os ajustes dentro das nossas possibilidades. Assim que tivermos a capacidade dessa contrapartida, iremos anunciar esta obra. Por enquanto, não há prazo", salientou o secretário. Com a demolição, o atendimento aos moradores foi transferido para a unidade da Vila Ricardo, que dispõe de duas enfermeiras, três clínicos gerais, um pediatra, um ginecologista, dois dentistas, um fisioterapeuta 13 auxiliares de enfermagem, dois auxiliares administrativos e sete agentes comunitários de saúde, dentre outros profissionais.
Marlene Dina de Oliveira, líder comunitária da Vila Fraternidade, disse que está cansada de promessas. Ela adiantou que vai aguardar a resposta do secretário ao MP, mas não descartou protestos em frente ao posto de saúde.