Juan Carlos Monastério de Mattos Dias se apresentou, na tarde desta segunda-feira (16), ao delegado do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Alan Flore. A Justiça havia expedido um mandado de prisão contra o engenheiro.
Monastério é acusado de participar do esquema de desvio de dinheiro público da área da Saúde revelado após Operação Antissepsia, realizada semana passada em Londrina. Na ocasião, 15 dos 16 mandados de prisão haviam sido cumpridos. Foram presos os presidentes dos Institutos Gálatas e Atlântico, Oscips que prestam serviço na área da saúde, funcionários e até o procurador-geral do município.
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Segundo promotoria, Monastério seria um lobista do grupo. Empresas dele emitiam notas frias para desvio de dinheiro. O advogado André Cunha, que defende o engenheiro, apresentou pedido de habeas corpus na Justiça. "Ele foi contratado como consultor no momento anterior a contratação do convênio, justamente para fazer uma análise na planilha da prefeitura, se era viável o convite do certame", afirmou.
O engenheiro é dono da empresa Monastério & Monastério LTDA, parceira de outra oscip em Londrina, o Ciap. A entidade teria desviado mais de R$ 300 milhões de recursos federais - 18 pessoas são rés no processo que tramita na Justiça de Curitiba, inclusive Juan Monastério.
Na denúncia criminal envolvendo o Ciap, a procuradoria federal revela que a Monastério & Monastério recebeu R$630 mil da oscip, entre 2006 e 2010. Ao todo foram 23 repasses, que variavam de R$ 10 mil a R$ 25 mil. A empresa é do do ramo de arquitetura e não possuiu funcionários registrados no período.
Em uma interceptação telefônica feita no período de investigação, também descrita na ação, Juan Monastério disse: "papel aceita tudo". Neste processo, o engenheiro Juan Monastério é acusado de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e peculato.