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Projeto da nova taxiway do aeroporto de Londrina será entregue em dez dias

Douglas Kuspiosz - Grupo Folha
12 fev 2026 às 18:56

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Foto: Roberto Custódio
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O projeto para a construção da nova taxiway do Aeroporto de Londrina deve ser finalizado nos próximos dez dias. A afirmação é do empresário Alfons Gardemann, presidente do Conselho da indústria Pado, que está doando o projeto ao município.


A taxiway é uma via que conecta a pista principal aos terminais e hangares, permitindo que as aeronaves realizem manobras em solo com mais segurança e eficiência. O projeto está sendo desenvolvido pela MSE Engenharia, de Londrina, e conta com a cooperação técnica da Motiva, concessionária do aeroporto, que forneceu documentos e acesso ao sítio aeroportuário.

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Em entrevista à FOLHA, o prefeito de Londrina, Tiago Amaral (PSD), lembra que, apesar de a pista de taxiamento constar em um acordo de cooperação técnica do município com a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), assinado em 2016, isso nunca saiu do papel e acabou não entrando na concessão do aeroporto, em 2021.


Em 2024, o município entrou com uma ação para cobrar a execução da taxiway e a ampliação da pista do aeroporto, mas Tiago avalia que essa não foi a melhor estratégia para resolver o problema.


“O que estamos fazendo agora, desde que a gente entrou, é pegar ponto a ponto e equacionar isso, justificando, explicando e usando a força política da cidade de Londrina”, diz o prefeito. “A pista de taxiamento é uma estratégia fundamental para dar mais mobilidade ao aeroporto, mais agilidade para pousos e decolagens, reduzir custos para as empresas aéreas e aumentar nossa capacidade de operação.”


Com a resolução do ILS (sistema de pouso por instrumentos), inaugurado no final de 2025, Tiago destaca que a pista de taxiamento naturalmente é o próximo objetivo. Se o município fosse licitar o projeto, o custo seria estimado em R$ 300 mil e demoraria para ficar pronto, devido aos próprios trâmites do poder público. Ou seja, a parceria com Gardemann acabou agilizando o processo.


A partir da entrega e da aprovação do projeto, o desafio, destaca o prefeito, será encontrar os recursos para realizar a obra, estimada em R$ 40 milhões.


“Minha ida a Brasília, além de resolver a questão do viaduto do Grêmio, foi também para definir o melhor caminho para dar sequência à pista de taxiamento”, pontua Tiago, que cita que a forma “mais rápida e natural” seria um reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão com a Motiva. “Para que isso aconteça, há um estudo técnico sendo feito pela Anac e pela Secretaria Nacional de Aviação Civil.”


A outra alternativa seria o financiamento pelo governo do Estado ou pela União. Segundo o prefeito, o governador Ratinho Junior (PSD) reconhece a importância da obra, mas o governo federal já transferiu a responsabilidade por outros investimentos em Londrina e região para o governo estadual, como o viaduto do Grêmio, o viaduto da PUC e o viaduto da Esperança, em Cambé. “O que a gente quer é que o governo federal arque, caso isso seja necessário, mas temos a sinalização e a garantia, por parte do governo do Estado, de que estará disponível para nos ajudar a financiar esse recurso.”


Gardemann acredita que a pista de taxiamento será tão importante quanto o ILS, pois permitirá que as aeronaves que operam em Londrina economizem combustível ao reduzir, por exemplo, o período em que permanecem sobrevoando a cidade, aguardando outra aeronave taxiar.


Segundo o empresário, a doação do projeto é uma maneira que ele encontrou para acelerar o processo de implementação da taxiway, “além de ser um gesto de gratidão à cidade que tão bem nos acolheu quando meus pais chegaram, vindos da Alemanha, nos idos de 1963”.


Ampliação da pista


Dando mais um passo para resolver a questão da pista de taxiamento, outra pendência do acordo de 2016 com a Infraero deve ficar no radar da Prefeitura de Londrina: a ampliação da pista de pouso e decolagem. À época, o contrato com a Infraero previa uma ampliação de 600 metros; desde a concessão, foram entregues 150 metros.

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“Precisamos entender que a estratégia maior é saber exatamente o que queremos e exatamente a hora de pedir. Lá atrás, falamos que a demanda mais importante era o ILS. Quando vimos que o ILS estava caminhando, começamos a levantar a mão para falar da taxiway. Temos que saber como conduzir para não assustar. A questão da ampliação da pista vai ser a próxima etapa”, completa o prefeito.

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