Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Captação reduzida

Sanepar não tem previsão para normalizar abastecimento de água em Londrina

Auber Silva - Redação Bonde
12 jan 2016 às 14:03

Compartilhar notícia

Divulgação
siga o Bonde no Google News!

O sistema de captação que abastece Londrina e Cambé está funcionando desde a madrugada desta terça-feira (12) com apenas 30% de sua capacidade de produção. Técnicos e engenheiros da Sanepar percorrem diversos pontos da cidade para realizar serviços de manutenção, mas a normalização da captação depende da melhora do tempo. Sozinha, Londrina responde por 224 mil unidades consumidoras, entre residências, empresas e demais imóveis.

Principal ponto do sistema, o rio Tibagi está com seu nível a cerca de quatro metros além do normal. O risco de inundação fez com que a companhia retirasse boa parte de seus equipamentos da unidade da estrada do Limoeiro, na zona leste de Londrina. Uma adutora foi desalinhada pela enxurrada que atingiu a região. A tubulação deve ser consertada até a próxima quinta-feira (14). A unidade do ribeirão Cafezal, na zona sul, está desativada por causa do lamaçal.

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.


Os moradores do distrito de Irerê estão recebendo água suja porque o poço que abastece a localidade foi inundado. A orientação é para que os moradores de Irerê não consumam esta água.


Como estão interditadas as vias de acesso ao distrito – PR-445, Rodovia Mábio Palhano e a estrada do distrito de Maravilha – a Sanepar não consegue interromper o fornecimento de água. A situação só irá ser resolvida quando a empresa tiver acesso ao distrito.


Em Guaravera, a chuva levou os equipamentos do poço, como a casa de bomba e o transformador. Não há previsão de retorno do fornecimento de água porque o distrito também está isolado.


No total, cerca de 400 mil habitantes de Londrina e outras dez cidades da região e do Norte do Paraná estão sem fornecimento de água.


A recomendação da Sanepar é que a população de Londrina reduza o consumo ao essencial. Ações como limpar o barro do quintal e das calçadas com água potável, lavar o carro e outras atividades que fogem à higiene pessoal e à alimentação são altamente desaconselháveis.


Caminhões-pipa atendem hospitais, creches, escolas, asilos e demais estabelecimentos primordiais da cidade. A Sanepar pede que os consumidores acessem seu site (www.sanepar.com.br) ou usem o 0800-200-0115 para comunicar problemas na rede.


Segundo o gerente-geral da Sanepar na região Nordeste, Sérgio Bahls, a produção de água caiu devido ao alto índice de turbidez do Rio Tibagi e do Ribeirão Cafezal, principais mananciais de abastecimento de Londrina e Cambé. Nesta terça, o índice de turbidez chegou a 3.000 UTH – em dias normais, a turbidez do Tibagi varia de 5 a 10 UTH. As estações de tratamento da Sanepar na cidade têm condições de tratar a água com até 1.500 UTH.


Região


Rolândia e Arapongas, cidades da Região Metropolitana de Londrina, também enfrentam problemas no abastecimento. A situação da primeira é o mais grave, já que ainda não tem previsão para o restabelecimento. Diversos equipamentos e máquinas utilizados na captação foram levados pela enxurrada. O fornecimento não deverá ser normalizado antes do final desta semana, informa a companhia.


Apesar da intensa destruição registrada por lá, Tamarana, também na região de Londrina, não tem problemas em sua rede hídrica.


Já em Arapongas, diversas pontes e caminhos de acesso às unidades de captação foram danificados ou totalmente interrompidos. Por isso, os técnicos não conseguem verificar a situação e realizar serviços de manutenção. Apucarana vive o mesmo problema, mas tem 30% de sua população abastecida por poços que permanecem intactos.


Em Ibiporã, o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Same) informa que a unidade de captação do ribeirão Jacutinga ficou alagada e, por isso, teve seus equipamentos desligados temporariamente. Desta forma, o fornecimento será feito apenas pela captação do poço do aquífero Guarani, o que deve comprometer a distribuição na cidade. Técnicos da Samae trabalham para reparar a rede. Se o Jacutinga baixar, a situação deve se normalizar até a noite de hoje.


Em outras partes do Norte do Paraná, a situação muda de acordo com a cidade: Marilândia do Sul (34 km ao sul de Apucarana) está 70% abastecida. A unidade de Novo Itacolomi (52 km ao sul de Apucarana) está inundada e não há previsão para o reinício da captação.

Cadastre-se em nossa newsletter

Em Siqueira Campos (90 km ao sul de Jacarezinho), a captação foi prejudicada pelas inundações. A expectativa da Sanepar é fazer a limpeza necessária e consertar os problemas ainda hoje, estabilizando o fornecimento. Tomazina (101 km ao sul de Jacarezinho) está sem previsão, enquanto Jandaia do Sul (18 km a oeste de Apucarana) deve ter o abastecimento normalizado ainda nesta terça, mesma situação de Wenceslau Braz (117 km ao sul de Jacarezinho).


Últimas notícias

LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas