A primavera deve ser marcada por temporais frequentes em Londrina e em outras regiões do Paraná. Segundo especialistas, o período de chuvas fortes, rajadas de vento e granizo pode ser intensificado nos próximos meses pela atuação do "Super El Niño", aumentando também o risco de estragos.
O cenário já começou a aparecer em Londrina. Neste domingo (4), o município registrou 43,6 milímetros de chuva, principalmente entre o fim da madrugada e o início da manhã, segundo o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná). Uma rajada de vento chegou a 64,4 km/h por volta das 6h45, e foram registrados 141 raios.
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Durante o temporal deste domingo, quando também ocorreu o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, foram registradas pelo menos 113 ocorrências provocadas pela chuva e pelo vento em Londrina. Segundo a Defesa Civil, foram 86 quedas de árvores e 27 destelhamentos. A Copel registrou ainda 11 postes derrubados, todos já substituídos.
A região norte concentrou a maior parte dos registros, principalmente no Conjunto Vivi Xavier, Alto da Boa Vista e Conjunto Parigot de Souza. Também houve ocorrências no Parque Residencial Porto Seguro, Centro, Jardim Esperança, Jardim Piza, Jardim Itaparica, Conjunto Sebastião Melo, Conjunto Maria Cecília e Conjunto Newton Guimarães.
Na quinta-feira (1º), outro temporal atingiu a cidade, com rajadas de até 82,1 km/h. O vento provocou estragos na Rodoviária de Londrina, na Feira da Rua Alagoas e em outros pontos do município.
Temporais devem continuar
De acordo com Angela Costa, agrometeorologista do IDR-PR (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná), Londrina e o Paraná devem registrar temporais frequentes ao longo da primavera, com possibilidade de ocorrência até o início do verão.
“A primavera é uma estação chuvosa em que ocorrem eventos extremos, com aumento na intensidade dos ventos e chuva de granizo”, explica.
Segundo ela, a atuação do El Niño pode potencializar essas características. “As rajadas estão mais fortes, os ventos estão mais fortes e, consequentemente, os estragos são maiores”, alerta.
O fenômeno ocorre quando as águas do Oceano Pacífico, próximas ao litoral do Peru, ficam mais quentes que o normal. Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e influencia os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do mundo.
No Paraná, os efeitos são favorecidos pela posição geográfica do Estado, que recebe influência de diferentes sistemas atmosféricos das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.