Londrina

Vereadores de Londrina vistoriam reforma do Terminal Central, com apenas 8% concluído

23 mar 2026 às 16:31

Vereadores que integram a Comissão de Administração, Serviços Públicos, Fiscalização e Transparência da Câmara Municipal de Londrina estiveram na manhã desta segunda-feira (23) no Terminal Urbano Central para acompanhar o andamento das obras de revitalização do espaço. De acordo com o Portal da Transparência da Prefeitura de Londrina, apenas 8,12% da obra foi executada. Os serviços começaram em agosto de 2025 e o prazo de conclusão é 10 de abril.


Durante a fiscalização, foi informado que nenhum funcionário da empresa estava no local.


Com custo de R$ 1,09 milhão, a obra começou a ser executada em agosto de 2025 pela Quimicons Engenharia, empresa de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba.


O projeto da obra envolvia a recuperação estrutural do terminal, com o reforço nas estruturas de concreto e a solução para as infiltrações que afetam o local, que atende mais de 44 mil pessoas todos os dias.



Na prática, o que se pode ver está muito aquém do esperado para uma obra que já perdura por sete meses e deveria terminar no início de abril. Nas plataformas por onde os ônibus trafegam, diversos cortes no asfalto foram feitos para que a estrutura pudesse ser reforçada, mas seguem inacabados, o que impossibilita que os veículos passem pelos pontos. Espalhados pelos cantos, era possível ver diversos montes de areia e entulhos.


Algumas das paredes que também devem passar por uma revitalização estão com as obras inacabadas e sem os retoques finais. No piso inferior, onde ficam armazenados os materiais de trabalho e equipamentos utilizados pela empresa na obra, não há sinal de que o trabalho tenha começado nesse início de semana. Uma fita impedia a entrada, assim como os cones.


Escadas rolantes


O vereador Chavão (Republicanos), que preside a Comissão de Administração, Serviços Públicos, Fiscalização e Transparência, explica que a principal reclamação que chega aos gabinetes dos parlamentares é em relação às escadas rolantes. Ao checar o andamento das obras no SEI (Sistema Eletrônico de Informações), segundo ele, não há informações sobre o que vem sendo feito exatamente na reforma estrutural do terminal.


“Era para ter uma transparência no SEI, era para ter um resumo transparente para nós”, cobra, ressaltando que apenas ao chegar no local que os membros da comissão ficaram sabendo que o conserto da escada rolante não estava previsto no contrato. “Essa é a principal demanda da população”, afirma.


Além disso, outro problema encontrado pelos vereadores foi o fato de que nenhum funcionário da empresa estava trabalhando na obra. “Chegar aqui numa segunda-feira e não ter um responsável pela empresa no local, não tem ninguém trabalhando, já que a obra vai ser entregue dia 10 de obra”, frisa. “Eles praticamente não fizeram nada”, aponta, reforçando que a obra custou mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos.


Mais informações à prefeitura


Ele afirma que, após a visita, a comissão deve solicitar diversas informações à Prefeitura de Londrina, assim como convocar um representante da empresa responsável pela obra para prestar esclarecimentos no plenário da Câmara, assim como o secretário de Obras, Otávio Gomes. “Da maneira que está nós não podemos aceitar. A população está no prejuízo”, ressalta.



O vereador Régis Choucino (PP), que também integra a comissão, lamenta a situação que os usuários do transporte coletivo de Londrina precisam enfrentar para poder trabalhar. A partir de agora, ele aponta que a comissão vai intensificar os pedidos de informação para que elas cheguem o mais rápido possível.


“Claramente a obra não termina no dia 10 de abril. Não tem nenhum trabalhador aqui trabalhando nessa obra, não tem nenhum funcionário da empresa trabalhando nessa obra”, afirma, opinando que, na visão dele, o correto seria penalizar a empresa ao invés de conceder aditivos de prazo.


A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Londrina e aguarda um posicionamento.

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