Ainda não há previsão para que os videovigias voltem a ser usados nas ruas e avenidas de Londrina. A reativação dos aparelhos, desligados desde o final do ano passado, depende de um "estudo técnico apurado" da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). O promotor Paulo Tavares, representante do Ministério Público (MP) no grupo criado em Londrina para discutir os problemas do trânsito, expediu uma recomendação administrativa pedindo para que o município retome o uso dos equipamentos ainda este ano.
A recomendação foi motivada pela participação do inventor dos videovigias, que é de Maringá, na reunião da última semana do grupo de trânsito. O empresário disse, no encontro, que os aparelhos de Londrina não estão defasados e podem voltar a ser utilizados de imediato. Ele lembrou, ainda, que, como tem a patente dos equipamentos, seria o único com condições de oferecer o serviço ao município. A exclusividade, na avaliação do empresário, dispensa a realização de licitação para a reativação dos videovigias.
A CMTU não entende assim. A companhia informou, via assessoria de imprensa, que a tecnologia dos videovigias não é necessária em todos os pontos mais críticos do trânsito de Londrina. O órgão levantou os dez locais que mais registram acidentes graves na cidade. Alguns deles teriam, como fiscalização mais efetiva, os radares fixos e não os aparelhos do empresário maringaense.
A companhia destacou, ainda, que o preço a ser pago pela volta dos equipamentos é expressivo. Segundo a CMTU, o serviço, quando foi prestado na cidade de Londrina, não era autosuficiente. Ou seja, o valor arrecadado com as multas aplicadas pelos videovigias era menor se comparado à cifra gasta pelo município para bancar os aparelhos.
O estudo técnico apurado dos videovigias deve ser apresentado pela CMTU em duas semanas.