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1º de Maio: protestos e reivindicações em todo mundo

31 dez 1969 às 21:33

O Dia do Trabalho foi marcado por manifestações por melhores salários em várias cidades do mundo. A situação ficou mais tensa na Turquia, onde forças de segurança dispersaram um ato realizado nesta quinta-feira com a prisão de 500 pessoas e deixando oito feridas.

Em Istambul, confrontos foram provocados entre forças de segurança e manifestantes que queriam chegar a uma praça simbólica, onde no dia 1no. de maio de 1977 pelo menos 34 manifestantes morreram em episódios de violência.


A polícia, que utilizou bombas de gás lacrimogêneo e jatos de água, prendeu 505 pessoas.


Seis policiais e dois manifestantes ficaram feridos, de acordo com fontes oficiais citadas pela agência de notícias Anatólia.


A exigência de melhores salários esteve com freqüência no centro das reivindicações de dezenas de milhares de manifestantes em todo o mundo, em plena crise alimentar mundial.


Nas maiores cidades da Rússia, em Roma, em Jacarta ou Tóquio, os trabalhadores saíram às ruas para exigir aumentos dos salários para acompanhar a escalada dos preços dos alimentos.


Na Rússia, cerca de 65 mil manifestantes realizaram protestos contra o aumento da inflação e melhores condições de trabalho.


Em Tóquio, 12 mil pessoas se reuniram em um parque, assim como em Seul, onde 5.000 trabalhadores participaram de uma mobilização para exigir segurança no trabalho e melhores salários.


Em Havana, o presidente de Cuba, Raúl Castro, esteve à frente nesta quinta-feira de um desfile comemorativo de 1º de Maio na Praça da Revolução de Havana, com o lema: "continuar o caminho traçado" pelo líder Fidel Castro.


Pela segunda vez a festa do trabalho foi celebrada na ausência de Fidel Castro, afastado do poder desde fevereiro devido ao seu estado de saúde.


Na França, milhares de pessoas saíram às ruas nas maiores cidades francesas em defesa do poder aquisitivo, do emprego e contra a reforma das aposentadorias pretendida pelo governo de Nicolas Sarkozy.


Na Alemanha, 416 mil pessoas participaram, segundo fontes sindicais, em diferentes atos exigindo a adoção de um salário mínimo generalizado.


Na Itália, mais de 100 manifestações foram organizadas pedindo segurança no trabalho em um país onde 1.300 pessoas morrem a cada ano vítimas de acidentes de trabalho.


Em Praga, 2 mil militantes e simpatizantes do Partido Comunista tcheco (KSCM, oposição) participaram das celebrações do 1º de maio para protestar contra o projeto americano de instalar em solo tcheco e polonês partes de seu escudo antimísseis.


Na África do Sul, os manifestantes basearam suas reivindicações principalmente no aumento do custo de vida.


Em Beirute, 2 mil pessoas responderam aos chamados do Partido Comunista e protestaram contra o aumento do custo de vida e o desemprego no Líbano.

Os países asiáticos foram os primeiros a celebrar o 1º de Maio. Em Jacarta, Manila, Bangcoc, Tóquio, Seul e Cingapura as reclamações foram similares às de todo o mundo: salários dignos e medidas para combater a crise de preços dos alimentos.


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