Ao todo, 5,7 milhões de crianças fazem trabalhos forçados ou trabalham em condições de servidão na América Latina, afirmou nesta quinta-feira (12) o diretor do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Nils Kastberg.
"Falamos de cerca de 10% das crianças latino-americanas que trabalham em condições deploráveis". No entanto, "estamos melhorando quanto à porcentagem de crianças que são exploradas no trabalho em números absolutos, mas ainda falta muito a ser melhorado", disse Kastberg à AFP por ocasião do dia internacional da erradicação do trabalho infantil.
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Kastberg afirmou que o comércio sexual é uma das formas mais freqüentes de exploração do trabalho infantil na América Latina.
Nesse sentido, o diretor da Unicef avaliou que "em todos os países da região fazem falta esforços mais fortes para diminuir os níveis de abuso e exploração sexual" de menores.
Para Kastberg, existe um certo grau de moral dúbia e hipocrisia "no sentido de que se fala muito deste tema mas não necessariamente medidas são tomadas".
O diretor classificou como "formas horríveis de exploração" o trabalho doméstico de meninas, o alistamento militar de menores, o comércio sexual e o trabalho em pedreiras e minas de carvão, entre outros.