O governo do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, enfrentou nesta quinta-feira (24) a maior onda de greves desde a chegada dos trabalhistas ao poder, em 1997, com centenas de milhares de funcionários parados em protesto contra a política salarial do governo.
Liderados pelos professores, aproximadamente 400 mil funcionários do serviço público acataram a convocação à greve para exigir aumentos salariais.
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Um terço das escolas na Inglaterra e em Gales não abriram as portas e dois milhões e meio de crianças não foram ao colégio.
Esta é a primeira vez em 20 que os professores britânicos organizam uma greve para protestar contra as condições salariais.
Índices de reposição
O governo de Brown anunciou no início do mês um aumento de 2,45%, mas os professores afirmaram que este aumento está abaixo da taxa de inflação e reivindicam 4,1%.
Aprovação do governo
Para o primeiro-ministro britânico esta paralisação constitui um revés em um momento delicado, a uma semana para as eleições locais, nas quais a aprovação de Brown será posta à prova nas urnas. "É uma pena que os professores ajam dessa maneira", declarou o chefe de governo, que sofre pelo desgaste desde que assumiu o poder, em junho de 2007, quando substituiu Tony Blair.