Um acidente com um avião da companhia espanhola Spanair deixou 153 mortos e 19 feridos nesta quarta-feira (20), no aeroporto de Barajas, em Madri.
O avião, da companhía espanhola Spanair, filial da escandinava SAS, viajava com 172 pessoas a bordo, entre elas 10 tripulantes. Foi o pior acidente aéreo registrado na Espanha desde 1985.
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O aparelho, um MD-82, transportava 162 passageiros e dez tripulantes, segundo a Spanair, filial da companhia escandinava SAS. O avião estava em fase de decolagem às 14H45 locais (09H45 de Brasília) rumo a Las Palmas, no arquipélago espanhol das Canárias, quando um dos motores pegou fogo, segundo a imprensa espanhola.
O avião saiu da pista e se partiu, com o fogo se propagando a todo o aparelho.
Trata-se do acidente aéreo mais grave na Espanha desde o do dia 19 de fevereiro de 1985 em Bilbao (148), e do acidente mais grave na Europa desde o Tupolev russo que caiu no leste da Ucrânia (170 mortos em 2006).
Aeronave
O McDonnell Douglas 82 é um aparelho antigo, ainda muito utilizado em todo o mundo. A construtora americana Boeing, que comprou a McDonnell Douglas em 1997, se disse pronta para "fornecer uma assistência técnica" aos investigadores.
A Spanair disponibilizou um número de emergência para as famílias e os amigos dos passageiros.
Tumulto
Dezenas de parentes de vítimas chegaram na tarde desta quarta-feira ao aeroporto de Madri. Muitos outros, aflitos, aguardavam notícias no aeroporto de Las Palmas, constatou uma fotógrafa da AFP.
A Cruz Vermelha instalou uma célula de apoio psicológico em Madri.
Um luto de três dias foi decretado na região e na cidade de Madri.