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Conflito na Líbia

Ataque aéreo 'mata filho mais novo e netos de Khadafi'

BBC Brasil
01 mai 2011 às 09:21

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Um ataque aéreo das forças da Otan, a aliança militar ocidental, na capital da Líbia, Trípoli, matou o filho mais novo do Coronel Muamar Khadafi, Sair al-Arab Khadafi, segundo um porta-voz do governo.

O líder líbio também estaria na vila residencial atingida no bombardeio, na região oeste da cidade, no momento do ataque, mas não teria ficado ferido.

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Seu filho mais novo, Saif al-Arab Khadafi, de 29 anos, e três de seus netos teriam sido mortos.


De acordo com jornalistas que foram levados ao local, o edifício foi muito danificado e uma bomba ainda não detonada permanece no local.


O ataque acontece horas depois que a Otan e rebeldes líbios rejeitaram mais uma proposta de cessar-fogo feita pelo coronel Muamar Khadafi.


A Otan disse que não vai considerar negociações até que o governo da Líbia suspenda os ataques contra civis no país.


Já líderes rebeldes disseram que a oferta de Khadafi não é séria e que ele já usou essa tática outras vezes.


`Força total´


O porta-voz do governo, Moussa Ibrahim, disse que a vila foi atacada "com força total".


"O líder e sua esposa estavam na casa com outros amigos e familiares. O líder está em boa saúde, não foi ferido", disse.


"Isto foi uma operação direta para assassinar o líder deste país", disse o porta-voz.


Saif al-Arab era o filho mais novo do coronel Khadafi, e estudava na Alemanha.


De acordo com o correspondente da BBC em Trípoli, Christain Fraser, ele estava em Trípoli para o que parecia ser uma reunião de família, em meio aos conflitos.


Oferta


Khadafi disse, em um discurso transmitido pela televisão, que estaria disposto a negociar com França, Itália, Grã-Bretanha e Estados Unidos se fossem suspensos os ataques aéreos da aliança militar ocidental, iniciados sob um mandato da ONU para proteger civis no país.


"Nós fomos os primeiros a aceitar um cessar-fogo...mas os ataques da Otan não pararam", disse Khadafi.


"A porta para a paz está aberta."


"Vocês são os agressores. Nós vamos negociar com vocês. Venham França, Itália, Grã-Bretanha, Estados Unidos, nós vamos negociar com vocês. Por que vocês estão nos atacando?"


Khadafi disse que não pode haver nenhuma pré-condição para o cessar-fogo, como sua rendição ou seu exílio, como os rebeldes e alguns países da Otan haviam exigido.

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O líder líbio disse ainda que os rebeldes que enfrentam forças do governo em Misrata, no oeste do país, são "terroristas que não são da Líbia, mas da Argélia, Egito, Tunísia e Afeganistão".


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