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Ataque israelense a Gaza deixa dois mortos e 35 feridos

02 mar 2003 às 17:55

Soldados de Israel, apoiados por tanques e helicópteros, realizaram uma incursão a Khan Younis, na Faixa de Gaza, na madrugada deste domingo, matando dois palestinos e deixando 35 feridos, durante um intenso tiroteio, e demolindo um prédio de apartamentos e o muro exterior de um hospital.

Em outro incidente, um menino palestino de 9 anos morreu atingido por tiros durante o funeral dos dois homens mortos na incursão. Médicos palestinos relataram que pessoas que participavam da cerimônia atiraram para o alto, como é o costume durante os funerais, provocando uma reação de soldados israelenses, aparentemente porque o cemitério está localizado perto de um assentamento judaico.


Os médicos disseram que o menino foi atingido por munição de grosso calibre de metralhadoras israelenses. Dois adultos que estavam no funeral também ficaram feridos.


As Forças de Defesa de Israel negaram que seus soldados tivessem aberto fogo durante a cerimônia.


A incursão a Khan Younis é parte de uma ofensiva militar israelense a Gaza em resposta a um ataque do grupo Hamas, há duas semanas, que causou a morte de quatro soldados.


Desde então, tropas israelenses vêm repetidamente entrando em cidades de Gaza e demolindo casas que alegam pertencer a supostos militantes.


A mais recente operação militar aconteceu horas após autoridades palestinas terem concordado em convocar o Conselho Legislativo Palestino, na próxima semana, e iniciar o processo de escolha de um primeiro-ministro.


Mediadores do chamado Quarteto de Madrid – formado por Estados Unidos, Rússia, Nações Unidas e União Européia --, que elaborou um projeto de plano de paz para o Oriente Médio, têm pressionado o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, a compartilhar seu poder com um premier como parte das reformas que possibilitariam a criação de um Estado palestino até 2005.


Raanan Gissin, um assessor do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, declarou, neste domingo, que Israel está revendo os nomes dos 124 membros do Conselho Central e de 88 legisladores palestinos e não autorizaria aqueles que estariam diretamente envolvidos em ataques contra alvos israelenses a viajar para participar da reunião do Conselho Legislativo Palestino.

As informações são da CNN com Associated Press.


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