Ao completarem nesta sexta-feira, 18, um mês de greve, os auditores fiscais da Receita Federal receberam a notícia de que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconsiderou uma liminar anterior e autorizou a União a cortar os dias parados dos salários dos grevistas. Mesmo assim, a maioria dos auditores reunidos em assembléias realizadas ao longo do dia em 95 delegacias sindicais votou pela manutenção da greve e a rejeição da proposta salarial do governo.
Segundo o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), em Brasília, até às 20h de desta sexta-feira, 18, 85 delegacias e representações da entidade enviaram ao comando de greve os resultados e, desse universo, 93,91% votaram pela continuidade da greve. Também foi aprovada a realização de mais um ato público nacional em defesa da carreira na próxima quinta-feira, 24.
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De acordo com o dirigente do Unafisco, Rogério Calil, o que mais pesou na decisão de manutenção da greve foi um item da proposta do Ministério do Planejamento que prevê a criação de um sistema de avaliação dos auditores. A categoria argumenta que o sistema contém parâmetros subjetivos de avaliação de desempenho. "Isso pode levar a uma politização perigosa da carreira. Não significa que não queremos ser avaliados, mas isso deve ser feito com critérios objetivos", completou. Outro ponto de discordância é o cronograma de reajuste de salários. O governo propôs ainda um índice médio de 42,5% de aumento dividido em três parcelas a serem pagas nos meses de julho de 2008, 2009 e 2010.